Banco Volkswagen emite R$ 500 milhões em Letras Financeiras
O Banco Volkswagen, maior banco de montadora do Brasil, emitiu, em 27 de junho, R$ 500 milhões em Letras Financeiras (LFs) no mercado nacional. Os papéis possuem prazo de dois anos, e renderão juros equivalentes a 106,5% da taxa interfinanceira (CDI). Essa é a terceira captação do tipo feita pela companhia no país. A primeira foi concluída em junho de 2012, com valor total de R$ 300 milhões, e a segunda, em 10 de maio do ano passado. Em relação ao exercício anterior, a emissão de 2013 obteve praticamente o dobro de investidores.
Até agora, a operação, coordenada pelo Banco do Brasil e pelo Itaú BBA, foi a maior do tipo neste ano, além de ser a única com rating de risco AAA, concedido pela agência Standard and Poors. Os títulos tiveram um pleito três vezes maior do que o ofertado, chegando a R$ 1,5 bilhão. “Acreditamos que a demanda superou mais uma vez a oferta inicial graças à solidificação da confiança do investidor na segurança da operação do Banco”, afirma Rafael Teixeira, Managing Director e CFO da Volkswagen Serviços Financeiros. “A credibilidade adquirida nas transações anteriores significou, efetivamente, uma otimização do preço com os acionistas.”
A captação de recursos por meio de Letras Financeiras faz parte da estratégia de diversificação de funding do Banco Volkswagen. A transação visa garantir maior sustentabilidade às operações, pois alternativas de refinanciamento, além dos empréstimos interbancários, permitem a captação a um custo mais competitivo e, consequentemente, reflete-se em taxas mais atrativas para o cliente final.
Letras Financeiras são títulos emitidos por instituições financeiras, que consistem em uma promessa de pagamento. Podem ser emitidas por bancos múltiplos, comerciais e de investimento, sociedades de crédito, financiamento e investimento, caixas econômicas, companhias hipotecárias ou sociedades de crédito imobiliário.
Modalidade de investimento criada em dezembro de 2009, seu prazo em geral é mais longo do que os CDB’s (Certificado de Depósito Bancário), pois o tempo mínimo para resgate de capital é de dois anos. Desde que foram criadas, as LFs receberam incentivos para sua emissão, como a permissão de realização de ofertas públicas, em dezembro de 2010, e a isenção de recolhimento de compulsório junto ao Banco Central.








