Desenvolvimento de uma empresa está ligado ao setor de RH

RHMuitas vezes o setor de Recursos Humanos é visto ou resumido aos trâmites de recrutamento e contratação, quando não é tachado como algo burocrático e cheio de processos. No entanto, além das atividades de recursos humanos propriamente ditas, como o direito do trabalho, folha de pagamento e recrutamento, a atuação do profissional de RH envolve diversas funções que incluem o desenvolvimento profissional, gestão e análise de projetos.

Segundo Luz Maria Romero, psicóloga especialista em RH e professora da Choice Academia de Profissões, o desenvolvimento de uma empresa pode estar diretamente ligado ao setor de RH. “Muitas empresas pensam estrategicamente, mas a maioria delas elabora seu planejamento estratégico voltado para a área de finanças, vendas, produção, atendimento ao cliente etc. Os recursos humanos normalmente ficam fora desse planejamento. E ai fica um questionamento importante: Como alcançar esse planejamento econômico se as pessoas envolvidas em realizá-lo não recebem a atenção que merecem?”, diz.

A alta rotatividade e a dificuldade de desenvolvimento dos profissionais podem estar diretamente ligados aos recursos humanos. O impacto desses fenômenos pode ser desde interferências na produção e a integridade econômica da empresa, com gastos de contratação e desligamento, até o clima organizacional, uma vez que pode causar desmotivação em quem fica. Para evitar situações como essas, é importante estar atento ao coeficiente emocional dos colaboradores. “Dados indicam que um alto índice de inteligência emocional pode colaborar em até 84% no desenvolvimento de um líder eficaz e eficiente, enquanto o QI, coeficiente de inteligência, só aporta um 10% em esse êxito”, afirma a psicóloga.

Com as significativas mudanças que vêm acontecendo no mercado e no meio corporativo, uma nova possibilidade se abre para empresas que não possuem um setor de RH estruturado, a terceirização do serviço. “Sem dúvida esta é uma tendência, já que as empresas estão buscando modernização, economia, eficácia, eficiência e rapidez. A terceirização pode servir pela sua qualidade e até a rapidez com que são realizados os processos, mas ela também pode ser prejudicial, caso não seja bem feita e não acompanhe o planejamento estratégico de pessoas da empresa, assim como respeite todos os aspectos legais que precisam ser observados”, explica Luz Maria.

Seja interno ou terceirizado, planejar a área de pessoas é fundamental. As empresas precisam acompanhar as rápidas mudanças do ambiente interno e externo, integrando seu potencial humano a esse crescimento. “O Planejamento Estratégico de Pessoas é um trabalho em longo prazo e que deve ser realizado por pessoas que conheçam da área, aqui não cabe o improviso”, conclui Luz Maria.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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