Refranchising surge como uma nova tendência do mercado de franquias
O franchising é um dos segmentos mais expressivos da economia brasileira. Segundo dados da ABF (Associação Brasileira de Franchising), somente no ano passado o setor movimentou cerca de R$ 115 bilhões. Por conta disso, muitas empresas estão apostando no sistema como forma de expandir seus negócios. Esse constante crescimento registrado nos últimos anos, dão razões para que novas estratégias sejam adotadas pelas redes, como o refranchising.
Comum no sistema de franchising norte-americano, o método consiste na transformação das unidades próprias da rede em franqueadas. O processo, adotado por marcas já consolidadas no mercado brasileiro, tem como objetivo focar a gestão do negócio no sistema de franquias, para que a empresa passe a ser exclusivamente franqueadora, deixando o administrativo das unidades para os franqueados.
Para Wagner Lopes D’ Almeida, diretor da Global Franchise Latin America, braço de uma das principais consultorias de franchising do Brasil, instalada em Miami, o refranchising é uma estratégia organizacional que faz parte do crescimento natural do negócio. “Ao aderir ao sistema de franchising, é comum que a empresa tenha várias filiais. Porém, há de ser natural o repasse gradual dessas unidades para franqueados”, afirma.
O refranchising pode ser feito de duas maneiras: venda de unidades já em operação para franqueados da rede ou para um novo investidor que esteja interessado em adquirir um negócio já em andamento e com fundo de comércio constituído. A iniciativa é uma grande oportunidade para atrair novos investidores de qualidade, que irão trazer uma nova perspectiva sobre o seu negócio e podem mostrar outras formas de administração para marca, o que tende a estimular a melhora do sistema como um todo.
Algumas marcas também adotam o sistema como forma de intervir nas unidades que não estão apresentando bons resultados. Nesses casos, uma equipe especializada vai até o local avaliar os motivos que podem estar causando o problema. Se após essa avaliação for constato que a administração da loja é uma das razões para o insucesso, a franqueadora pode optar por substituir o franqueado.
Segundo D’Almeida, em ambos os casos o refranchising precisa ser bem estruturado. “O ideal é que antes da transição a operação da unidade seja avaliada, pois assim é possível identificar quais são as práticas que dão certo naquela unidade e quais precisam mudar para estarem de acordo com o modelo proposto para o crescimento da rede”, explica.








