Crise energética aponta maior demanda para profissionais da área

A crise energética que se configura no Brasil e a demanda crescente por engenheiros em todo o país são sinais de um mercado de trabalho promissor para profissionais interessados em investir em uma carreira inovadora. Diante de um vasto leque de oportunidades, engenheiros de energia têm a oportunidade de trabalhar com o planejamento, a análise e o desenvolvimento de sistemas de produção de diversos tipos de energia – renováveis ou não; da geração ao consumo -, além de estarem aptos para participar de projetos ligados à eficiência energética e ao uso otimizado da energia. Com foco nesse contexto e nos investimentos que devem ser feitos no setor nos próximos anos para evitar crises de abastecimento, a Universidade Positivo (UP) lança o primeiro curso de Engenharia de Energia do Paraná, que terá sua primeira turma em 2015.

Com duração mínima de cinco anos, o curso de Engenharia de Energia da Universidade Positivo trabalhará com os alunos áreas da engenharia térmica; potenciais hidráulicos e a conversão e a distribuição de energia elétrica; a transformação de biomassa em combustíveis sólidos, líquidos e gasosos, como carvão vegetal, biodiesel e biogás; energias eólica, solar e nuclear; além de novas tecnologias ligadas às energias geotérmica, oceânica e de células a combustível. Todo o conteúdo será repassado aos graduandos levando em consideração aspectos ambientais, sociais e econômicos.

Um estudo divulgado recentemente pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), com os perfis profissionais que a indústria paranaense deve demandar até 2030, indica 19 competências identificadas por especialistas do setor de energia que poderão alavancar o desenvolvimento da área no estado. Entre os profissionais almejados para os próximos 15 anos estão pessoas capazes de trabalhar com conversão energética de biomassa, atividades dutoviárias, materiais e equipamentos para exploração do pré-sal e sistemas fotovoltaicos.

De acordo com o professor da disciplina de Energias Renováveis e Planejamento Estratégico da UP, Emerson Luís Alberti, o mercado sempre terá espaço para profissionais qualificados para atender a demanda crescente por energia. “Grandes projetos de infraestrutura em fontes alternativas, eólicas e fotovoltaicas estão sendo desenvolvidas no Brasil e requerem engenheiros de energia para desenvolvê-los e integrá-los no grid energético.” Seguindo a mesma faixa salarial de outras engenharias para recém-formados, com cinco a dez anos de experiência, um engenheiro de energia pode ganhar entre R$ 10 mil e R$ 20 mil, dependendo da região do país em que atua. Entre os estados com maior demanda por profissionais estão Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Bahia, Alagoas e Pernambuco. Segundo Alberti, os maiores empregadores no país hoje são Petrobras, Eletrobras, usinas de etanol e biodiesel e companhias de transporte e distribuição de gás natural.

Para o coordenador do curso de Engenharia de Energia da Universidade Positivo, Luciano Carstens, o consumo de energia no Brasil cresce acima da capacidade produtiva por causa de fatores relacionados com o aumento da população, do número de veículos por habitante e da renda per capita. “O curso de Engenharia de Energia trata-se de um curso estratégico para o desenvolvimento do país e para a Universidade Positivo, que tem compromisso com esse desenvolvimento. O aluno que estudar em nossa instituição poderá contar com uma infraestrutura preparada cuidadosamente para a sua formação, tornando-o referência para o mercado e para a sociedade”, afirma.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *