Nova sede marca fase de expansão da Eletron Energia

Nova sede marca fase de expansão da Eletron Energia

Empresa paranaense saiu de duas mesas em um coworking para uma operação industrial em expansão nas áreas de automação industrial e eficiência energética

A Eletron Energia S.A. iniciou a construção de sua nova sede em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. O empreendimento, com cerca de dois mil metros quadrados, acompanha o momento de expansão da companhia paranaense nas áreas de automação industrial e eficiência energética. A nova estrutura terá capacidade para mais que triplicar a operação atual e marca mais uma etapa na trajetória da Eletron, que começou em 2015 em um coworking próximo ao Teatro Guaíra, no centro da capital.

De lá para cá, cada mudança de endereço ocorreu por uma razão simples: a necessidade de crescer. Agora, com o início das obras de uma sede projetada sob medida para suas operações, a companhia se prepara para uma nova etapa de expansão em suas atividades nas áreas de automação industrial e eficiência energética.

Segundo Ricardo Kenji, diretor da Eletron, o novo empreendimento acompanha o momento de transformação da empresa. “A história da Eletron sempre foi marcada por mudanças que vieram junto com o crescimento. Começamos em um coworking com duas mesas. Poucos meses depois já precisávamos de uma sala pequena, depois outra maior. Cada passo representou uma nova fase da empresa”, afirma.

Do coworking ao barracão industrial

Após os primeiros meses no coworking, a empresa alugou uma pequena sala com quatro mesas. Menos de um ano depois, no fim de 2016, já foi necessário mudar novamente para um espaço maior.

Em 2018 houve uma mudança simbólica. A equipe passou a ocupar uma sala de 39 metros quadrados no Edifício 7th Avenue, um prédio moderno em Curitiba. Apesar de não ser muito maior, o local oferecia salas de reunião compartilhadas e uma estrutura corporativa que marcou uma nova fase. “Foi ali que começamos a sentir que a Eletron tinha cara de empresa de verdade. Não parecia mais uma empresa de garagem”, relembra Kenji.

No ano seguinte veio outra transformação estratégica. Até então focada apenas em projetos de iluminação LED, a Eletron decidiu também executar suas próprias instalações e passou a desenvolver projetos de geração solar. A mudança exigiu estoque de equipamentos, equipe para cuidar das importações e estrutura operacional.

Em 2019 a empresa se mudou para um barracão industrial de 600 metros quadrados em Pinhais. “Não foi apenas um espaço físico maior, precisamos estruturar a parte administrativa/financeira para conseguir o RADAR de importação na Receita Federal, crédito com fornecedores internacionais, etc… Por conta das adequações, aproveitamos e transformamos a empresa em uma S.A., passamos a ser auditados por uma Big Four, ou seja, um passo importante na profissionalização e governança da empresa”, explica Kenji.

“Éramos meia dúzia de pessoas em um barracão enorme. Perdemos um pouco do charme do prédio moderno, mas ganhamos muito espaço para crescer”, acrescenta o diretor.

Em 2021, o crescimento voltou a exigir adaptações. Foi ampliada a área de escritório com a finalidade de acomodar cerca de 30 pessoas. A reforma também incluiu um espaço de convivência com mesa de ping pong, sinuca, pebolim, videogame, TV, área de café e biblioteca. “Essa nova área foi uma forma de compensar a falta das áreas comuns que tínhamos no 7th Avenue”, observa Kenji.

Automação industrial impulsiona nova fase

A capacidade logo foi preenchida. Apesar de 2023 ter sido um ano desafiador para a empresa, 2024 e 2025 foram dedicados a reorganizar a operação e preparar o terreno para uma nova etapa de crescimento.

Nos últimos dois anos, a Eletron passou a concentrar seus esforços em projetos de automação industrial, área que exige maior estrutura técnica e operacional. “Conseguimos atrair profissionais com muitos anos de experiencia e entrar neste mercado”, ressalta Kenji.

Atualmente a empresa tem projetos em andamento em indústrias como Mondelez, Ibema, Embraco, CVG, Gtfoods e Rebras, além de um volume expressivo de contratos para 2027.

O modelo de negócios da empresa também tem sido um diferencial no mercado industrial. A Eletron costuma estruturar projetos em que parte da remuneração está ligada aos resultados obtidos pelo cliente, reduzindo riscos e barreiras de contratação.

“Nosso modelo de ganhar com o resultado do cliente foi muito bem aceito pela indústria. Ele reduz incertezas e aumenta a confiança na implementação dos projetos”, explica Kenji.

Uma sede projetada para a operação

A nova sede será construída no condomínio empresarial Pineville, em Pinhais, onde a Eletron será a primeira empresa instalada. O alvará do condomínio foi liberado em novembro de 2025. Apenas 30 dias depois, o projeto da sede já tinha autorização de construção e fornecedores definidos.

O prédio terá cerca de dois mil metros quadrados e foi desenhado especificamente para as necessidades da operação.

Entre os diferenciais estão áreas planejadas para uma expansão da capacidade de montagens de painéis de automação, laboratório de qualidade, bancadas de testes e desenvolvimento de novas soluções, carga e descarga de equipamentos, layout de escritório adaptado à engenharia da empresa, melhor isolamento termo/acústico, estacionamento e infraestrutura completa para expansão da equipe.

“Quando você constrói algo sob medida, cada detalhe é pensado para a operação. Desde o layout das mesas, iluminação natural, ventilação, etc… Isso gera muito mais eficiência e valor agregado para o negócio”, afirma Kenji.

Um detalhe curioso do projeto arquitetônico é que a fachada da nova sede traz referências visuais ao Edifício 7th Avenue, um dos marcos da trajetória da empresa.

Plano de crescimento e atração de talentos

A mudança também está ligada à estratégia de crescimento da companhia e à ampliação do time técnico. A entrada mais forte no segmento de automação industrial exigiu a contratação de profissionais seniores do mercado.

Nesse processo, um dos diferenciais da empresa tem sido sua estrutura societária. A Eletron é organizada como sociedade anônima e possui um programa de stock options que permite que profissionais estratégicos se tornem sócios da companhia.

“Queremos que quem ajuda a construir a empresa participe do crescimento dela. Esse modelo cria um ambiente muito mais estimulante para quem quer crescer junto”, afirma Kenji.

Nova sede também representa uma visão de longo prazo

Ele acrescenta: “Eu penso que nossa estrutura societária quase como um processo de sucessão. Gostaria que a Eletron fosse uma empresa perene, que continue existindo e crescendo por muitos anos quando eu não estiver mais por aqui. O mérito do crescimento daqui para frente pertence às pessoas que estão trabalhando para que tudo isso dê certo.”

Se o cronograma da obra for cumprido, a empresa espera realizar sua confraternização de fim de ano já no novo endereço, marcando simbolicamente o início de mais uma etapa na história da Eletron.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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