Terrenos em Curitiba estão cada vez mais raros
Achar um terreno para construir em Curitiba não é mais uma tarefa fácil, pois são poucos os locais onde restam espaços, principalmente, nas regiões mais nobres. No centro, por exemplo, há algum tempo os empresários do setor estão apostando nas técnicas de retrofit, que consistem em atualizar um imóvel para que mantenha suas características arquitetônicas, mas repaginando o interior, adaptando redes lógicas, dutos de ar condicionado etc.
O último estudo do Secovi-PR, realizado pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), estima que ainda existam cerca de 3.100 terrenos sem construção — ou imóveis de baixo valor ofertados apenas pelo terreno — na cidade ofertados à venda. Segundo o presidente do Inpespar e vice-presidente de Economia e Estatística do Secovi, Maurício Moritz, cerca de 30 bairros tem menos de 19 terrenos ofertados. “Se olharmos o mapa da cidade, estes bairros circundam a região central”, aponta.
Segundo o vice-presidente de vendas do Secovi-Pr, Luciano Tomazini, o crescimento de oferta pode ser observado em bairros como, por exemplo, o Butiatuvinha, Boqueirão, Cajuru e Santa Felicidade. “Temos ainda diversos bairros nos quais as ofertas de terrenos está localizada em condomínios fechados, sendo eles: Abranches, Butiatuvinha, Campo Comprido, Pinheirinho, Santa Felicidade e Umbará”, explica.
A pesquisa aponta ainda os bairros onde se encontram a maior quantidade de terrenos à venda, mais de 100 unidades, dispostos em sete bairros da cidade: Pilarzinho, Umbará, Xaxim, Campo Comprido, Uberaba, Boqueirão e Santa Felicidade. “Estes sete bairros concentram mais de 31,5% das ofertas”, calcula Tomazini.
Segundo Moritz, a expansão de Curitiba está ocorrendo nas áreas que eram protegidas pelo antigo plano diretor, onde só era permitida a atividade rural e formava o “cinturão verde” da cidade. “A ideia era de que estas áreas abastecessem a cidade de produtos hortifrutigranjeiros, mas na última revisão do plano diretor da cidade, este zoneamento foi modificado pela pressão urbana dos dois lados do cinturão verde, ou seja , pelo crescimento de Curitiba e também dos municípios da região metropolitana”, explica. “A ocupação urbana foi autorizada nestas áreas e hoje é o único espaço disponível para o crescimento da cidade”, analisa.








