IBEF entrega prêmio Equilibrista, considerado o Oscar do mundo financeiro

O Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Paraná realiza na noite desta quinta-feira (30), no Castelo do Batel, a solenidade de entrega do prêmio Equilibrista 2014, considerado o “Oscar” do mundo financeiro. Na edição deste ano, o vencedor é o executivo Mauricio Marchesini Carvalho, gerente financeiro e de Tesouraria da Faurecia para a América do Sul. Já os diretores administrativo e financeiro da Gestamp, Neuri Nunes de Lima e da Incepa, Alfons Ferres de Haro, foram contemplados com o prêmio Destaque Finanças.
O vencedor do Equilibrista atribui o resultado da premiação à sua trajetória que envolve acreditar em um plano de trabalho ousado e difícil. Maurício Carvalho, que chegou à Faurecia há dois anos, tinha um desafio muito grande na empresa que produz bancos, interiores, parachoques e escapamentos para as montadoras de veículos. A ideia da matriz, no início, era somente reestruturar o perfil da dívida local. Mas, após um diagnóstico, ele entendeu que o projeto tinha que ser muito maior. Foi então que apresentou um plano de trabalho de dois anos para a matriz com base em três pilares: processos internos, financeiro próximo do negócio e desenvolvimento das pessoas. Maurício Carvalho reconhece que o plano foi ousado, mas foi cumprido no tempo certo sem perder o foco. E este trabalho acabou lhe rendendo o prêmio o Equilibrista.
Desde 2012 na Faurecia, Carvalho chegou no momento em que a empresa acelerava os investimentos no Brasil, porém não tinha se estruturado para isso. Ao mesmo tempo, a companhia em âmbito mundial começava a se estabilizar após a crise mundial do setor em 2008. “Incialmente, a ideia da matriz era somente reestruturar por completo o perfil da dívida local. Após um diagnóstico, entendi que o projeto tinha que ser maior, então apresentei um plano de trabalho de dois anos para a matriz com base em três pilares: processos internos, financeiro próximo do negócio e desenvolvimento das pessoas. Apesar da desconfiança inicial do board, era necessário algo maior, ainda precisávamos caminhar bastante antes de chegar ao que a matriz queria, por isso acreditei que somente com um plano claro e passo a passo conseguiríamos”, relata. O gerente financeiro da Faurecia aponta que, desses pilares iniciais, derivaram cinco grandes projetos, que envolveram melhorar a estrutura de capital, gestão de caixa, gestão de risco, compliance e governança. “Era um projeto ousado para apenas dois anos. Do que estava proposto cumprimos etapa a etapa sem perder o foco”, destaca.

Eu conversei com o presidente do IBEF, Clecio Chiamulera, e perguntei a ele de que forma os executivos de finanças estão se preparando para enfrentar o ano de 2015, já que 2014 foi um período em que a maior parte das empresas vendeu menos, girou menos e, consequentemente, teve seu lucro reduzido. Para o presidente do IBEF, 2015 será um ano difícil, com juros maiores e os custos da energia e combustíveis deverão pressionar a inflação. Na sua avaliação, os executivos não esperam grandes mudanças na política econômica, principalmente em relação ao câmbio.
Eu perguntei ao presidente do IBEF o que poderia ser feito para reverter o baixo crescimento econômico do Brasil, e ele me disse que o País precisa urgente atrair investimentos externos e transmitir confiança aos empresários locais para que voltem a investir nos seus negócios. Também é fundamental que o governo invista em infraestrutura para dar condições para que o país cresça.








