Industriais do setor da madeira buscam soluções para NR-12

NR12Cerca de 100 empresários do setor da madeira de todo o Paraná estiveram reunidos na Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), em Curitiba, nesta quarta-feira (28), para discutir aspectos técnicos, jurídicos e práticos da NR-12, Norma Regulamentadora que estabelece regras para o uso de máquinas e equipamentos. Preocupados com a segurança dos trabalhadores e também com o rigor da norma – e com os altos custos para a adaptação de máquinas – os industriais discutiram sobre soluções para evitar interdições e multas.

“Queremos a união do setor em relação a pontos que deverão ser assumidos depois deste encontro. O que é preciso para mantermos a produtividade e evitar o fechamento de nossas indústrias? Mudar o texto da NR-12? Encarar o tema de forma jurídica? Precisamos ter algumas conclusões para agirmos”, avaliou Paulo Pupo, coordenador do Conselho Setorial da Indústria da Madeira da Fiep, proponente do encontro.

Em vigor desde 2010, a NR-12 é polêmica entre os industriais sobretudo por ter ação retroativa à sua publicação – ou seja, máquinas compradas até 2010 e que atendiam à legislação vigente no período, passaram a ser consideradas obsoletas e ilegais, com as novas regras. “Há exemplos de máquinas importadas da Alemanha – onde são aceitas e utilizadas e onde o rigor com a segurança é grande – que estão fora dos novos padrões de segurança adotados no Brasil”, destacou Edson Campagnolo, presidente da Fiep.

“Precisamos organizar uma ação política e forte, porque as sugestões que a indústria apresentou em consulta pública para o texto atual da NR-12 não foram atendidas. Temos que mostrar ao governo nossa representatividade para conseguirmos o corte temporal e termos as novas regras apenas para máquinas compradas após 2010”, avaliou Carlos Walter Martins Pedro, coordenador do Conselho Temático de Relações do Trabalho da Fiep. “O que era um ativo, passou a ser uma sucata”, completou Marco Antônio Guimarães, procurador jurídico da Fiep, que lembrou também que há perda de produtividade com as novas exigências.

O chefe de gabinete do Sistema Fiep, João Arthur Mohr, revelou que uma indústria de telhas de fibrocimento chegou a perder 30% de produtividade após as adaptações exigidas pela fiscalização. A empresa ficou fechada por 37 dias e só foi reaberta após as mudanças. “A indústria investiu R$ 500 mil para criar barreiras físicas e eletrônicas em suas máquinas, e também para treinar sua equipe para as novas regras de manipulação de equipamentos”, disse Mohr.

O Senai é uma das instituições que oferecem consultoria para a adaptação das indústrias à NR-12. “Atendemos recentemente uma empresa de papel e celulose com a capacitação de 120 colaboradores”, contou o engenheiro de Segurança do Trabalho, Julio Doneda. “Podemos ser mais proativos na abordagem da NR-12. Acredito que uma solução viável seria a sugestão de um anexo – específico para o setor – na norma, que facilite sua operação”, avaliou o diretor do Senai no Paraná, Marco Secco.

Para os interessados em dar início às adaptações, a analista do departamento de Fomento da Fiep, Letícia Menegaço, apresentou as linhas de crédito disponíveis no mercado. “O cartão BNDES, por exemplo, pode ser utilizado para o pagamento de serviços do Senai. A consultoria para a adequação à NR-12 se encaixa no item extensão tecnológica, disponível nesta linha”, explicou Menegaço, que destacou também as linhas de crédito para inovação.

“Sabemos que o setor madeireiro é um dos primeiros alvos da fiscalização. Precisamos pensar em viabilizar o corte temporal e nos adequar às regras, daqui pra frente”, concluiu o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), José Carlos Januário.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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