Maioria das pessoas físicas e micro e pequenas empresa desconhece gastos com tarifas bancárias

Tarifa bancáriaAs despesas com tarifas bancárias aparecem  no extrato de conta, mas muitas vezes são ignoradas. A maioria das pessoas nem se importa em saber o que são os R$ 40 ou R$ 50 que todos os meses são descontados. Há inclusive aqueles que nem conferem a movimentação da sua conta bancária, ficando plenamente satisfeitos em olhar apenas o saldo.

No caso das empresas, a situação é ainda pior. Pesquisa que acaba de ser divulgada pelo Sebrae, mostra que 45% dos micro e pequenos empresários entrevistados desconhecem os valores das tarifas cobradas pelas instituições financeiras. As pequenas empresas pagam por mês uma tarifa média de R$ 96,30 para ter acesso aos serviços bancários, enquanto que para as microempresas o custo é de  R$ 51,20.

Boa parte do lucro dos bancos vem da cobrança de tarifas. E olha que dá para economizar  mais de R$ 800 por ano, se a empresa ou mesmo a pessoa física negociar uma taxa menor ou nenhuma taxa. Dentre as várias tarifas cobradas pelos bancos, as principais são a taxa de manutenção da conta e as tarifas para transferência de recursos para outros bancos, como o DOC e a  TED. Considerando que o valor médio da taxa de manutenção da conta de uma microempresa é de  é de  R$ 51,20, ao final de 12 meses o gasto será de R$ 614,40.  Já duas operações do tipo DOC/TED por mês resultarão numa despesa  anual de R$ 192. Portanto, somente essas duas tarifas bancárias  representarão um gasto de R$ 806,40 no ano.

Uma forma muito simples de economizar este dinheiro   é abrir uma conta digital. Para quem ainda não conhece, a conta digital é uma modalidade de conta corrente onde todas as movimentações são isentas da cobrança de tarifas, desde que realizadas através de meios eletrônicos. Apenas serão cobradas tarifas de transações realizadas no atendimento pessoal, de acordo com as tabelas de tarifas vigentes. A vedação de cobrança de tarifas pelas transações realizadas exclusivamente por meios eletrônicos é regulamentada pela Resolução Bacen 3.919, de 25/11/2010.

Outra forma é usar o caixa eletrônico do seu próprio banco para evitar o pagamento de taxas extras. Também fica mais barato   usar o cartão de débito ao invés de cheques para pagar as contas da empresa.
Ainda de acordo com a pesquisa, os bancos públicos são os preferidos dos pequenos negócios Banco do Brasil (46%) e Caixa Econômica Federal (43%). Entre os privados os mais utilizados são Itaú (27%), Bradesco (26%) e Sicoob (22%).

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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