Empresários discutem retomada da navegação na hidrovia Tietê-Paraná

Fechada desde maio do ano passado pela falta de chuvas, a hidrovia Tietê-Paraná,  segue paralisada com o nível de água reduzido em aproximadamente 5 metros.
Fechada desde maio do ano passado pela falta de chuvas, a hidrovia Tietê-Paraná, segue paralisada com o nível de água reduzido em aproximadamente 5 metros.

A Federação Nacional das Empresas de Navegação Aquaviária (Fenavega) realizará na próxima quarta-feira (27), encontro nacional do setor, na sede da Confederação Nacional do Transporte (CNT), em Brasília (DF). A intenção do evento é propor um debate aprofundado com representantes do governo e entidades de classe sobre a retomada da navegação na hidrovia Tietê-Paraná, paralisada há mais de um ano. Na ocasião, será lançada a Frente Parlamentar em Defesa dos Portos, Hidrovias e Navegação do Brasil, que contará com a presença do deputado federal Marcos Rogério (PDT/RO), que irá presidir a frente, com participação de 210 parlamentares. O encontro conta com o apoio da CNT, da Câmara Interamericana de Transportes (CIT) e sindicatos filiados da categoria.

O presidente da Fenavega, Raimundo Holanda Cavalcante Filho, explica que o objetivo do encontro é sensibilizar o governo e mobilizar empresários do setor em todo o País com o propósito de frear o crescente impacto econômico com a crise enfrentada no Tietê-Paraná. O movimento pela retomada da hidrovia, que tem 2,4 mil quilômetros de extensão e é uma das mais importantes vias de escoamento de grãos, celulose e outros granéis, foi iniciado no dia 29 de abril, em Barra Bonita (SP), quando empresários e políticos se reuniram para discutir soluções para o setor, ainda sem avanços.

 “Nosso maior problema é o consumo de energia a partir das hidrelétricas. Queremos tornar público o que está acontecendo no Tietê-Paraná, que também está atingindo a população, com a perda de aproximadamente 1.200 empregos diretos, além do aumento do movimento nas rodovias. Não somos contra a produção de energia elétrica, mas é preciso haver equilíbrio e vontade política”, afirma Raimundo.

Fechada desde maio do ano passado por causa da falta de chuvas, a hidrovia Tietê-Paraná, que interliga cinco Estados, segue paralisada com o nível de água reduzido em aproximadamente 5 metros. A paralisação já soma R$ 700 milhões em prejuízos, já que a hidrovia transportava entre 6 e 8 milhões de toneladas de carga por ano, principalmente, rumo às indústrias e portos de Mato Grosso e Goiás.

Em janeiro desse ano, o ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, anunciou o investimento de R$ 2,1 bilhões em melhorias na hidrovia Tietê-Paraná por meio de parceria com o governo de São Paulo. No entanto, empresários veem com desconfiança a declaração dos governos, principalmente, pela falta de compromisso das agências federais.

Segundo a Fenavega, algumas soluções para reativar o escoamento da produção na região seria reduzir a vazão nas hidrelétricas, com atuação eficaz do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), e estabelecer o uso múltiplo das águas, assegurado pela Agência Nacional de Águas (ANA).

“A ANA não fez cumprir a lei 9,433/97, que estabelece o uso múltiplo das águas, que deveria proporcionar a igualdade de acesso aos recursos hídricos. Queremos que a ANA cumpra seu papel e faça a mediação desses conflitos”, critica o presidente da Fenavega.

Participarão do encontro o Sindicato dos Armadores do Estado de São Paulo (Sindasp), o Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma), o Sindicato das Empresas de Navegação do Estado do Amazonas (Sindarma), o Sindicato das Empresas de Navegação do Estado do Pará (Sindarpa), o Sindicato das Empresas de Navegação do Estado de Rondônia (Sindfluvial), o Sindicato das Empresas de Navegação dos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul (Sindarsul) e o Sindicato Nacional das Empresas de Navegação de Tráfego Portuário (Sindiporto Brasil). O convite foi estendido a diversas entidades de classe e órgãos governamentais, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), ANA, Ministério dos Transportes, Tribunal de Contas da União (TCU), entre outros.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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