Investimento em Food Trucks exige conhecimento e cautela

Food truck desenhoMontar um food truck não é menos complicado que um restaurante; demanda trabalho, organização e investimento. Curitiba tem 1,3 mil vendedores ambulantes de comida regularizados, dos quais 66% trabalham com cachorro-quente, caldo de cana e pipoca. A legislação atual permite apenas carrinhos e barracas fixas. Assim que publicado o decreto, a Lei dos Food Trucks deve impulsionar mudanças nesse quadro. Segundo a Associação Paranaense de Food Trucks, cerca de 50 veículos já estão prontos para funcionar em Curitiba. Alguns desses já participam de eventos específicos em locais fechados, que tem reunido grande público.

Mais de 50% das pequenas empresas que abrem suas portas anualmente não conseguem sobreviver e fecham em até cinco anos. Em momento de crise, as empresas precisam trabalhar muito, mostrar seu diferencial e crescer. O novo ramo exige conhecimento e preparo para futuros entraves. “É necessário estar sempre de olho no mercado e por dentro da legislação para não ser barrado no primeiro momento.Não existe negócio ruim, existe negócio mal gerenciado, mal planejado, mal organizado, todos têm chances de dar certo ou errado, a diferença está na capacidade do investidor em gerenciar o negócio tornando-o rentável”, explica Elton Ivan Schneider, diretor da Escola Superior de Gestão e Negócios do Centro Universitário Internacional Uninter.

Segundo Schneider, se for investir, a hora é agora, enquanto ainda é novidade. Em pouco tempo o cenário será diferente: vários “restaurantes móveis” disputando o mesmo evento, o mesmo espaço físico e baixando preços para vender, bom para o consumidor, muito ruim para o investidor. “Não basta ter a ideia de negócio, é preciso viabilizá-lo, hoje e no futuro”, ressalta. Se a ideia está dando certo, rapidamente a concorrência irá surgir, com novos produtos, serviços e preço mais competitivo. A estratégia deve contemplar o médio e o longo prazo.

O investimento, que pode variar entre 50 e70 mil reais ou montantes mais altos, depende de diversos fatores como o tamanho do veículo, a comida a ser comercializada, tecnologia utilizada, adequações de suspensão, freios para tolerar o peso da cozinha, os equipamentos instalados, dentre outros. Para o especialista, o sucesso vai depender da qualidade do produto, da relação existente entre comércio de ambulantes e restaurantes instalados, da disponibilidade de oferta de diferentes tipos de proposta de valor, da capacidade de investimento e retorno a longo prazo, do fluxo contínuo de clientes e do preço pretendido em relação à proposta de valor ofertada.

Para que os food trucks comecem a operar em Curitiba da maneira original – circulando e parando em diferentes pontos da cidade ao longo do dia –é necessária a publicação do decreto, pois a Lei já foi sancionada pelo prefeito Gustavo Fruet e aprovada pela Câmara Municipal de Curitiba.

O documento prevê que as licenças sejam expedidas apenas às empresas constituídas na capital paranaense e vai favorecer empreendedores locais, dando mais oportunidades para os ambulantes que já trabalham com isso. Outras questões polêmicas como metragem dos caminhões, quantos veículos serão autorizados por CNPJ, número de alvarás, a distância mínima para os food trucks manterem de feiras e polos gastronômicos também estão em discussão.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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