Mineradoras precisam melhorar a produtividade

A indústria global de mineração deve implementar fortes ajustes de custos e definir investimentos seguros para melhorar a produtividade e continuar a gerar retorno atrativo aos investidores, em um momento de preços baixos das commodities. Essa é a principal conclusão do relatório “Mine 2015”, realizado pela PwC com as 40 maiores mineradoras do mundo. A Vale é a única brasileira no ranking.
O estudo aponta que, nos últimos anos, os retornos globais sobre os investimentos foram de aproximadamente 15%, mas os projetos se tornaram mais caros e, em 2014, o retorno sobre o capital caiu para 9%. Segundo o sócio da PwC Brasil, Ronaldo Valiño, o relatório mostra que, juntas, as 40 maiores mineradoras tiveram queda de valor de mercado em torno de US$ 156 bilhões (-16%). Se somadas as perdas dos últimos dois anos, a redução de valor das ações chega a quase 50%. “Os maiores impactos foram sentidos principalmente pelas empresas que atuam no segmento de minério de ferro”, afirma Valiño.
No entanto, as empresas do setor foram beneficiadas pela redução do custo do petróleo. “Com esse cenário, os custos de transporte do minério de ferro do Brasil para a China, por exemplo, caíram pela metade”, comenta o sócio da PwC Brasil. A desvalorização do Real também ajudou positivamente as mineradoras brasileiras. No período de janeiro de 2014 a abril de 2015, o Real teve uma queda de 28% frente ao dólar.
Ele explica que o declínio no preço do minério de ferro representa um impacto significativo sobre as 40 maiores mineradoras mundiais. “Além da noticiada demanda mais lenta da China, as quedas de preço estão muito relacionadas ao excesso da oferta atual no mercado”.
O relatório Mine 2015 também apontou, pelo segundo ano, que a queda de capitalização de mercado foi menor nas empresas de mineração dos Brics e dos países do leste europeu e Arábia Saudita (Brasil, central e leste Europeu, China, Índia e Arábia Saudita) que nas dos demais países: -7% e -21%, respectivamente.








