Faturamento da indústria de máquinas cai 6,5% no primeiro semestre
A indústria nacional de máquinas e equipamentos alcançou um faturamento de R$ 44,1 bilhões no primeiro semestre de 2015, uma queda de 6,5% na comparação com igual período do ano passado. Os dados foram divulgados Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Na ocasião, a entidade divulgou uma nota de repúdio quanto a uma possível elevação da taxa Selic, prevista para reunião que será realizada neste dia 29 de julho. No mês de junho, o faturamento total do setor chegou a R$ 7,1 bilhões, índice 2,9% menor do que em maio e 13,5% inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado.
A queda observada nos últimos meses no mercado interno, combinada com exportações muito aquém do montante estimado, indica para 2015 a terceira queda consecutiva da receita líquida de vendas da indústria de bens de capital. De acordo com Carlos Pastoriza, presidente da Abimaq, os índices refletem o que acontece na economia do país, que investe cada vez menos. “Se os clientes param de investir, a indústria de máquinas para de vender, é simples”, aponta o presidente.
Além disso, a queda nas importações que chegaram a US$ 10.3 bilhões é coerente com o ambiente recessivo na indústria brasileira de transformação, e deve se manter ao longo do ano, com queda na ordem de dois dígitos.
A balança comercial do setor apresentou uma redução no déficit de um patamar da ordem de US$ 1,5 bilhão mensais para perto de US$ 1 bilhão. De acordo com levantamento da Abimaq, esse resultado se deve bem mais a queda nas importações do que uma melhora nas exportações.
Também, de acordo com dados da Abimaq, o consumo aparente do setor, ou seja, o indicador que mede a produção interna mais importações e exclui exportações, recuou 4,5% no primeiro semestre de 2015, ao totalizar R$ 67,773 bilhões. Desse total, R$ 10,702 bilhões equivale ao consumo aparente em junho, retração de 2,6% na comparação com maio e tombo de 9,8% em relação ao mesmo período do ano passado.
Com efeito, o comportamento do emprego no setor vem acompanhando o desempenho da receita líquida. A indústria de máquina e equipamentos encerrou o primeiro semestre com menos 30 mil postos de trabalho, uma queda de 8,4% perante o ano de 2014.


