Em época de crise, vender e comprar seminovos é ótima opção
O Brasil passa por um momento de crise, e utilizando o velho ditado que diz que é na crise que se cresce, algumas empresas têm aproveitado essa oportunidade para gerar novos modelos de negócios. É o caso da paranaense Central de Materiais, que incentiva a reutilização de ativos industriais (desde máquinas e veículos até sucatas). Com a situação econômica favorável à venda desses bens, a empresa está focando na expansão do negócio, através do modelo de franquias.
A empresa tem sido a solução para pequenas e grandes empresas que querem comprar ou vender equipamentos até então parados nos pátios, como materiais ferroviários e industriais obsoletos ou desgastados, máquinas que necessitam ser desmobilizadas ao final de obras, como escavadeiras, tratores e caminhões, que gerariam altos custos logísticos para serem realocadas, veículos em desuso e resíduos de ferro, plástico e papelão.
Se por um lado é uma opção para melhorar o fluxo de caixa com a venda, por outro, é a alternativa real para comprar usados com um preço mais acessível diante da falta de financiamento. “Em tempos tão difíceis de aprovar recursos bancários, os equipamentos, materiais e sucatas parados no pátio das empresas podem gerar o capital tão substancial para sobreviver à crise. O mais interessante é que a Central de Materiais localiza compradores rapidamente e a base é crescente, pois também está complicado conseguir financiamento na compra de máquinas. Por isso a opção pelo usado cresceu em média 48% nos últimos meses”, explica o fundador da empresa, Marcio Léo Danielewicz.
A solução é completa porque libera espaço no pátio das empresas, evita depreciação dos equipamentos, a compra é realizada à vista e em curto prazo de negociação, o transporte é responsabilidade do comprador, além da grande vantagem para o meio ambiente, incentivando a sustentabilidade.
Fundada em 2011, somente no ano passado a Central de Materiais administrou a venda de 30 mil toneladas de resíduos para reciclagem que estavam parados. Com comissão sobre resultados, em 2014, a Central de Materiais faturou R$ 2,5 milhões na venda de ativos. Entre os clientes estão Votorantim Cimentos, ALL, Eternit, Belagrícola, BBM Transportes, Fertipar, Terminal de Contêineres de Paranaguá e Construtora Triunfo. “Trabalhamos com multicanais para compra e venda de ativos, atuando desde a avaliação da mercadoria até o acompanhamento do transporte, com total transparência no preço de negociação. Para conseguir a mesma qualidade de atendimento nas várias cidades em que temos clientes, optamos pela abertura de franquias”, explica o fundador da empresa, Marcio Léo Danielewicz.
A previsão é abrir 70 unidades de microfranquias nas regiões Sul e Sudeste dentro de três anos, com algumas possibilidades também no Nordeste. Alguns exemplos de regiões que receberiam muito bem uma franquia do negócio são: Grande Porto Alegre, Grande Florianópolis, Grande São Paulo e interior do Paraná, como Londrina e Maringá.
A ideia da franquia surgiu para poder personalizar o atendimento em outras regiões, gerando mais negócios com a mesma qualidade de atendimento. O investimento inicial para abertura de franquias é R$ 70 mil. O trabalho poderá ser desenvolvido no esquema home office, com todo o suporte fornecido pela central paranaense. O modelo permite autonomia no desenvolvimento da carteira de clientes, com todo apoio na cotação dos produtos incluindo venda direta através de atendimento comercial ativo, canais de internet, anúncios e leilão online.


