Em tempos de crise, gestão de pessoas deve ser analisada com mais cuidado pelos empresários
A gestão de pessoas é fundamental em momentos de crise. E toda crise, não importa a sua natureza, quase sempre é mais humana que material porque nasce, de alguma forma, do confronto dos valores humanos. Pouca gente para para analisar: se existe algum tipo de crise, em qualquer lugar que seja, é por que o ser humano falhou.
Neste sentido, não há como separar da crise, o homem e suas condições. Quando uma crise chega a uma empresa, antes de fazer estragos nos balanços, afeta, primeiramente, os seus talentos, e pode ter um desfecho trágico. Poucos têm a real dimensão de como ela abala a estrutura psicológica e como o medo que traz, paralisa a inteligência das pessoas. O empresário teme a ameaça aos lucros. Já o trabalhador se apavora com o desemprego.
Quando a economia está em baixa e o mercado de trabalho está parado, os empresários tendem a ver a área de recursos humanos como um incômodo, o que é um erro. Pesquisas internacionais mostram que os executivos ao redor do mundo veem o capital humano como um dos principais desafios, mas classificam o RH apenas como a oitava área mais importante de uma empresa. E isso precisa mudar.
Existem algumas práticas que devem ser adotadas por qualquer área de recursos humanos de uma empresa. Em primeiro lugar esta é a hora de identificar talentos, de procurar líderes dinâmicos que possam atuar em mais de uma área sem prejuízos aos processos. O segundo ponto é implantar mudanças, pois o medo da crise engaja as pessoas. Os colaboradores com receio de perder seus empregos saem da zona de conforto e realizam algo a mais, a fim de evidenciar a sua importância para a empresa. Mudar processos, eliminar retrabalhos e redefinição de tarefas, costumam ser bem aceitos neste momento.
O empresário também deve ser transparente. A honestidade em mostrar o que está acontecendo na empresa é fundamental. Esconder a crise, omitindo ou mascarando problemas podem fazer com que os colaboradores permaneçam acomodados e não aumentem sua produtividade.
Agora, se os cortes forem necessários, o melhor é fazê-los de uma vez só. Se as demissões acontecerem em blocos mensais, o clima de terror, certamente se instalará na empresa. Após as demissões, deve-se reunir a equipe e reforçar a importância dos profissionais que permaneceram.








