Para desespero das empresas endividadas em dólar, moeda norte-americana abre cotada acima de R$ 4
O dólar comercial começou a terça-feira (22) cotado acima de R$ 4. A moeda norte-americana abriu a R$ 4,03 e às 11h45 era negociada a R$ 4,05 . Este é o maior valor desde a adoção do câmbio flutuante em 1999 e reflete a preocupação com os rumos que o ajuste fiscal está tomando. Só este ano, o dólar já subiu mais de 50%. Já o dólar turismo está sendo vendido na manhã desta terça-feira (22), em Curitiba, a R$ 4,20.
Mas, enquanto diretores de empresas exportadoras contabilizam seus ganhos com a valorização da moeda norte-americana em relação ao real, importadores e dirigentes de empresas com endividamento em dólar já começam a se desesperar. A Oi, por exemplo, tem uma dívida em dólar de mais de R$ 50 bilhões e suas ações negociadas na Bovespa já acumulam perda de 55% este ano.
A alta do dólar está se refletindo positivamente nos preços das ações de empresas exportadoras. Entre os setores mais beneficiados estão os de papel e celulose, siderurgia, alimentos e energia. No caso específico das empresas de papel e celulose, os resultados não param de crescer em função do aumento de demanda dos países asiáticos. Este ano, as ações da Suzano já valorizaram 68%, seguidas pela Fibria com 65% de alta e Klabin com elevação de 50%.
No setor de alimentos, o destaque fica com as ações da JBS, que acumulam alta de 47%. Já a Vale, embora seja uma grande exportadora de minério de ferro, está vendo o preço de suas ações despencar. Este ano, a queda já passa de 15%. A justificativa é a baixa de quase 20% dos preços do minério de ferro nos primeiros nove meses de 2015.








