Logística Reversa colabora para a competitividade das empresas

O Marketing Verde ou o Marketing do Terceiro Milênio é uma área em expansão, por isso, o Plano de Logística Reversa Ambiental se torna uma importante ferramenta para as empresas que estão preocupadas com questões socioambientais. E, justamente, para esclarecer os principais pontos do PLR, na próxima terça-feira (6), a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Paraná) promoverá um curso junto a AHK Akademie, que tem como objetivo transferir conhecimentos e experiências entre empresas. Por meio da capacitação, os profissionais têm a oportunidade de conhecer as boas práticas de gestão e processos aplicados nas indústrias paranaenses.
Segundo a Conselheira da AHK Paraná e Coordenadora do Giema – Grupo de Intercâmbio de Experiências em Meio Ambiente, Cris Baluta, os principais pontos do Plano de Logística Reversa Ambiental que serão abordados durante o treinamento são: levantamento do ciclo de vida do produto; determinação dos participantes no sistema de logística reversa; criação de cronograma para a implantação do sistema de logística reversa; definição de métodos de mobilização do consumidor final; entre outras questões legais.
Para Cris, que também é diretora Comercial e de Eco Relacionamento com Clientes Roadimex Ambiental, o Plano de Logística Reversa Ambiental deve ser interpretado pelas empresas como uma ponte para se atingir maior eficiência e eficácia, pois como a vida de um produto não acaba com seu uso, é importante a compreensão deste ciclo de reinicio.
“A logística reversa nada mais é do que o retorno dos materiais ao ciclo produtivo seja por defeito ou por fim de vida útil. Nas indústrias, os canais reversos são necessários devido ao aumento da descartabilidade dos produtos. Com a crescente preocupação ecológica e as criações de legislações ambientais, esses canais colaboram para que as empresas sejam competitivas”, reforça.
Quanto à influência da logística reversa ao consumidor final, Cris destaca que, cada vez mais, temos consumidores preocupados com a sustentabilidade do meio ambiente, então toda demonstração de uma empresa na elaboração, implantação e prática de ações voltadas à conservação ambiental como um todo possui destaque no mercado, uma vez que transmite a todos uma imagem de sustentabilidade e comprometimento com as gerações futuras e com a qualidade de vida.
O treinamento é destinado a gestores ou colaboradores da área ambiental que buscam desenvolver o Plano de Logística Reversa Ambiental em suas organizações. Para a Coordenadora do Grupo de Intercâmbio de Experiências em Meio Ambiente da AHK Paraná, as empresas ainda têm um longo caminho a percorrer para o país chegar a um sistema de logística reversa. Cris indica que as companhias que fabricam e comercializam determinados produtos similares, deveriam trabalhar em rede para a redução de custos de coleta, transporte, segregação, armazenamento e destinação final, viabilizando de forma mais ágil seu sistema de logística reversa.
“A utilização de tecnologias mais limpas, o reaproveitamento de certos resíduos, a reutilização de recursos ou a otimização do seu uso, deixaram de ser encarados apenas como custos, e passaram a ser revistos, analisados e destacados como investimento pelo empresariado”, completa.
Vale destacar que o não cumprimento à Política Nacional de Resíduos Sólidos pode acarretar sanções administrativas, penais e criminais para as empresas. “Independente das lacunas técnicas deixadas pela lei, às organizações devem iniciar seus estudos e pré-projetos relacionados à logística reversa. Devemos trabalhar sempre na questão da prevenção”, finaliza a Conselheira da AHK Paraná.








