Há mercado para profissionais de TI fora do Brasil

TI - foto Benjamin NelanMesmo com boas oportunidades de jobs, não é raro que alguns profissionais de tecnologia estejam preocupados com o cenário de crise de mercado e de confiança que passa em nosso país. Este panorama pode ser uma boa oportunidade para mudar radicalmente e encontrar trabalhos fora do Brasil. Rafaela Vita, coordenadora técnica da Klasse! Tech Talents, unidade focada em recrutamento e seleção na área de tecnologia,explica que em outros países há oportunidades e que nem sempre os profissionais daqui estão de olho. “Estive no Vale do Silício entre fevereiro e junho de 2014 e realmente há algumas oportunidades acontecendo sim. Tem alguns polos tecnológicos como a Califórnia, Israel e Canadá, por exemplo, que estão crescendo pela economia favorecida destes países que estão em crescimento. Justamente por isso, essas vagas começam a se potencializar” aponta a especialista.

Rafaela explica que há estudos que mostram que um crescimento médio de 20% ao ano de oportunidades nestes países – e que por aqui os números foram revisados para menos. “No Brasil, a Brascom tinha essa projeção de crescimento bastante agressiva, mas  por uma realidade de mercado e de economia, essa projeção está diminuindo, assim como essas vagas que diminuem um pouco” aponta Rafaela.

Alguns pontos precisam ser levados em conta para evitar dores de cabeça para quem decide mudar de rumo radicalmente e fazer as malas, as empresas estrangeiras, de modo geral, procuram:

– Ter um idioma extra como o inglês, que é a linguagem universal;
– Ser recém formado;
– Ter bons conhecimentos em tecnologia de programação e
– Estar com muito interesse em fazer carreira fora do Brasil

No entanto, Rafaela entende que os interessados precisam tomar algumas precauções e não sigam sem rumo para fora. “O que eu recomendo é que tomem cuidado com o espirito muito aventureiro, do estilo vou lá e tentar sem ter nada em vista. Tem a questão do visto, etc.  Tem alguns programas que sugerem o profissional sair do Brasil já com algumas perspectivas, mas o ideal é já sair com esse trabalho garantido. Existem grupos nas redes sociais sobre pessoas que querem trabalhar no Vale do Silício, por exemplo, e que ajudam a achar caminhos para isso tudo” alerta Rafaela.

Um diferencial que a especialista observa é o “Up” no currículo do profissional. “Eu entendo que é  um mercado muito promissor, ela já volta com uma competitividade só por ter estado em ambientes muito promissores”.  Rafaela percebe que existe um olhar para o Brasil, pois tem bastante jovens se formando por aqui – diferente de alguns outros centros. “O Canadá, por exemplo, tem falta de mão de obra jovem especifica técnica. Tem essa potencialidade. Os candidatos de tecnologia ainda não pararam para olhar isso, a não ser que sejam os trainees. Os profissionais daqui precisam pensar nessas possibilidades”, completa.

Confira alguns grupos de ajuda criados no Facebook para quem quer encontrar trabalho fora do país:

1) Digital Media no Canadá, para brasileiros:
https://www.facebook.com/groups/brasilcanadadigital/?ref=browser

2)Trabalhar? Estudar? Morar fora do Brasil  https://www.facebook.com/groups/253674054833305/?fref=ts

3) Brasileiros no Vale do Silício
https://www.facebook.com/groups/brasileirosnovale/

4) Brasileiros nos EUA
https://www.facebook.com/groups/251086564999159/?ref=br_rs

Crédito da foto –  Benjamin Nelan.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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