União Européia investirá em pesquisa de bioetanol no Paraná
A Novozymes Latin America, fabricante de enzimas industriais, instalada em Araucária, juntamente com a Universidade Federal do Paraná e o Centro de Tecnologia Canavieira, de Piracicaba, em São Paulo, fazem parte de um grupo de cinco parceiros que receberão 1,6 milhão de euros para a pesquisa e desenvolvimento do bioetanol de segunda geração, o álcool fabricado a partir do bagaço de cana-de-açúcar, hoje usado somente na produção de energia elétrica. O projeto, que envolve a Novozymes da Dinamarca, dos Estados Unidos e a Universidade de Lund, na Suécia, inclui a construção de um novo laboratório de pesquisa e desenvolvimento na Novozymes de Araucária, Região Metropolitana de Curitiba. O objetivo do contrato de dois anos com a UE é desenvolver uma tecnologia de biocombustível limpo e com boa relação custo-benefício. Esta é a maior ação em pesquisas já feita pela Novozymes, com a participação de cerca de 150 funcionários trabalhando em várias partes do mundo para a conversão da biomassa em etanol.
Até 2010 a Novozymes vai disponibilizar em grande escala enzimas para fazer a conversão da biomassa obtida de resíduos agícolas em etanol†declarou Steen Skjold-Já¸rgensen, vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento da Novozymes na Dinamarca. Já estamos bastante adiantados, mas com este apoio da UE iremos trabalhar para obter mais usando menos. Com o atual bioetanol, obtido da cana-de-açúcar nós podemos reduzir as emissões de gases de efeito estufa em até 90%, comparado com a gasolina. Ao utilizarmos o derivado de bagaço, podemos aumentar o rendimento por acre em cerca de 50%â€, afirmou Jorgensen.
Estamos satisfeitos com o interesse e o apoio que a União Européia está dando para este projeto, o que seguramente irá acelerar as nossas metas para a conversão do bagaço de cana-de-açúcar em etanol a preços competitivosâ€, disse Nilson Boeta, diretor do CTC. Com o apoio de 160 usinas sucroalcoleiras e 20 mil plantadores de cana-de-açúcar, o projeto pretende desenvolver um processo integrado á s plantas existentes já em funcionamento em todo o Brasil, e alavancar o enorme potencial energético que já está disponível naqueles locaisâ€, explicou Boeta.
No ano passado o Brasil produziu 23 bilhões de litros de bioetanol derivado de cana-de-açúcar. Cerca de 3,8 bilhões de litros foram exportados e os 19,2 bilhões restantes foram usados para abastecer o setor de transporte brasileiro. Noventa por cento dos carros novos no Brasil utilizam o sistema flex que permite que os veículos funcionem com misturas que contêm até 100% de bioetanol.








