Como remarcar preços sem afastar os consumidores das lojas

Diante de um quadro recessivo, acompanhado de juros altos e inflação elevada, o maior desafio dos empresários atualmente é como repassar os custos do dia a dia sem afastar os consumidores das lojas. Essa é uma tarefa bem difícil e depende de muito planejamento. Aliás, Curitiba é hoje a capital brasileira que acumula a maior inflação do País. No período de um ano, a inflação aqui já subiu mais de 12%.
O primeiro passo para fazer uma remarcação de preço é calcular quanto cada produto custa realmente. Em seguida, deve-se levar em consideração as despesas resultantes da venda dos produtos, como pagamento de impostos, custos com entrega, entre outros. Os custos fixos não podem ficar de fora dessa conta, mesmo se o volume das vendas for baixo, como é o caso da manutenção, contas de água e energia elétrica e salários dos funcionários. Por fim, o empresário deve colocar na conta, a margem de lucro que deseja ter.
Além de todos esses cálculos para realizar a precificação, o empresário precisa planejar muito bem a ação, levando em consideração, inclusive, o preço de seus concorrentes, pois se aumentar demais, poderá perder uma grande parcela de clientes para as lojas ao seu redor. Por isso, acima de tudo, é importante se manter competitivo.
E, depois de aumentar os preços dos produtos, outro desafio dos empresários é manter os clientes. Neste sentido, o ideal é que sejam adotadas ações de fidelização, como promoções, entrega de brindes, flexibilização das formas de pagamento e qualquer outra ação de marketing que possa ajudar a manter o consumidor envolvido com a loja.
Também é fundamental que os empresários e lojistas estejam atentos às novidades do mercado e procurem saber o que os consumidores estão buscando realmente. A realização de pesquisas na boca do caixa sobre o que o cliente não encontrou, vai facilitar o reconhecimento dos itens que merecem reposição.








