Perdas no varejo preocupam e a solução para os lojistas é fazerem um trabalho de prevenção

As perdas nos supermercados brasileiros ultrapassam a casa de R$ 5 bilhões por ano.
As perdas nos supermercados brasileiros ultrapassam a casa de R$ 5 bilhões por ano.

As perdas registradas no mercado varejista brasileiro estão entre as maiores do mundo. As últimas pesquisas apontam que na média mundial, o percentual de perda no varejo é de 1,36% do faturamento líquido das empresas. No Brasil, o índice de perdas está bem acima, chegando a 2,3% no varejo em geral e 2,5% nos supermercados. Em valores, só nos supermercados, as perdas totalizam mais de R$ 5 bilhões por ano.

Estes dados são bastante preocupantes, principalmente neste momento em que as margens de lucro das lojas já estão apertadas por conta de retração da economia. Por isso, os lojistas precisam ficar atentos e fazer um trabalho de prevenção, identificando onde as perdas estão acontecendo e quais são as causas.

Segundo o consultor e especialista em varejo e prevenção de perdas, Eduardo de Araújo Santos, dois terços de todas as perdas no varejo decorrem de falhas nos processos operacionais, por erros de inventário, erros de movimentação, na captura de informações, avarias, ou fraudes e furtos internos. Comparados com os furtos externos, estas duas causas são muito mais susceptíveis de influência e controle por parte das equipes operacionais e de prevenção de perdas. Ou seja, focar o trabalho na melhoria dos processos operacionais e no controle interno  é mais efetivo e pode trazer resultados mais rápidos.  Além disto, a melhoria dos processos operacionais vai diminuir as oportunidades para os furtos externos.

Ainda segundo o consultor de varejo, a prevenção de perdas requer uma liderança com um perfil analítico, investigativo, com boa comunicação, credibilidade e bom conhecimento técnico além de conhecer o negócio e a organização.  E acima de tudo, deve ter a capacidade de conviver com a pressão permanente por resultados.

Outra forma para evitar perdas é utilização de equipamentos como espelhos, câmeras e sistema de alarme, com peças etiquetadas, no caso de roupas, e antenas de radiofrequência na entrada das lojas. Equipar as lojas com sistemas de alarmes não é uma providência restrita ao varejo brasileiro.
Nos países desenvolvidos, como na Europa e Estados Unidos, o varejo utiliza os mais modernos métodos para evitar a qualquer custo o sumiço de produtos.

Só para se ter uma ideia, se um produto que gera 10% de lucro líquido é furtado na loja, o varejista precisa comercializar dez outras peças equivalentes para cobrir o prejuízo. E num momento de crise como estamos atravessando, isso não é nada fácil.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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