Cai venda de materiais de construção

O varejo de material de construção teve queda de 12% no volume físico das vendas do primeiro bimestre de 2009, na comparação com o mesmo peíodo de 2008. Em janeiro, as vendas caíram 11,5% e o faturamento das lojas teve uma redução de 12% na comparação com janeiro de 2008. Já na relação fevereiro 2009/fevereiro de 2008, o setor teve queda de 12,5% em faturamento e de 5% no volume de vendas.

Os dados da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), entidade que representa as 138 mil lojas do setor existentes no país, mostram os primeiros reflexos da crise econômica internacional no cenário brasileiro. Segundo o presidente da Anamaco, Cláudio Conz (foto), a facilidade de acesso á s informações sobre a crise internacional gerou outra crise, mas de confiança, no país. Além disso, a expectativa do anúncio de uma possível redução de impostos sobre os produtos do setor prejudicou o desempenho das vendas. Até mesmo os produtos que já tem o IPI zerado não saíram das prateleiras, em função dessa expectativa de possível redução de preços ao consumidor. O cliente adiou as obras e as próprias lojas adiaram as encomendas para a indústria, passando a fazer pedidos a conta-gotas”, explica Conz, que acredita que as vendas voltem á  normalidade após o anúncio do pacote de incentivos á  Construção pelo Governo Federal, previsto para esta quarta-feira (25), em Brasília.

Em função dos índices do setor no primeiro bimestre do ano, a Anamaco teve que rever a sua expectativa de desempenho para 2009, que antes previa um crescimento de 8,5% sobre 2008. As vendas em janeiro e fevereiro ficaram aquém do que estávamos esperando e, em função disso, tivemos que readequar a nossa perspectiva para o ano. Mas continuamos falando em crescimento, mas de 5% em 2009, o que para nós será um grande feito, pois estamos vindo de 4 anos de um bom crescimento consecutivo”, explica Conz.

De acordo com o presidente da Anamaco, Cláudio Conz (foto), o número de obras lançadas e vendidas no ano passado, cujos contratos têm de ser cumpridos, irá gerar a necessidade de consumo dos produtos de material de construção. Este fator também vale para reformas que estão em andamento e não podem ser interrompidas. Estudos mostram que, somente com o término das novas obras lançadas pelas construtoras, o que representa 23% do consumo total dos materiais, será gerado um crescimento nas vendas” explica Conz.

Os setores de reforma, ampliação e construção auto-gerida, que representam 77% do consumo dos materiais do setor no Brasil, deverão crescer ainda mais em 2009. Temos no Brasil cerca de 50 milhões de imóveis, que são como seres vivos e precisam de manutenção. Além disso, a Pesquisa Anamaco Latin Panel, divulgada no fim do ano passado, apontou que 2 em cada 3 lares brasileiros precisam de algum tipo de reforma ou construção. Esses dados não passaram despercebidos pelo governo, que sabe que mantendo o setor aquecido, ajuda a manter a economia aquecida e o número de empregos no país”, declara o presidente da Anamaco.

Em 2008, o varejo de material de construção cresceu 9,5% sobre 2007, com faturamento de R$ 43,23 bilhões.

Soma

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