Paranaense Canecaria abre franquia com investimentos a partir de R$ 60 mil

Os produtos da Canecaria se destacam como boas opções de presentes em um período em que se busca gastar menos.
Os produtos da Canecaria se destacam como boas opções de presentes em um período de contenção de gastos. 

Apesar do encolhimento da economia, o setor de franquias do Brasil continua a crescer e registrou em 2015 expansão de 10,1% no número de unidades em relação ao ano anterior, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF). A expectativa é que o crescimento continue em 2016. Em faturamento, segundo a entidade, o acréscimo em relação ao ano passado foi de 8,3%, chegando a R$ 139,5 milhões. Em número de empregos diretos, o setor criou mais de 90 mil postos de trabalho em 2015.

De olho nas possibilidades que o setor de franchising oferece, a Canecaria dá início ao seu processo de abertura para franquias. Com dez lojas próprias e mais de 200 modelos exclusivos de produtos, a marca, criada em 2006 em Curitiba (PR), inicia essa nova etapa com objetivo de expandir o negócio para todo o país. Os custos para a abertura de uma unidade são a partir de R$ 60 mil. A projeção de faturamento anual fica entre R$ 320 mil a R$ 410 mil, com prazo de retorno médio entre 18 a 24 meses.

Presente inicialmente em lojas multimarcas, a Canecaria concentra desde 2009 as vendas dos produtos em quiosques próprios, modelo adotado para o negócio. A marca já conta hoje com uma unidade franqueada. As lojas atuais estão distribuídas em shoppings de Curitiba, Londrina e Maringá (PR). Em São José dos Pinhais, também no Paraná, a unidade está instalada no Aeroporto Afonso Pena.

“Em meio à grande crise econômica que vivemos, enxergamos no momento grandes oportunidades de negócio”, destaca Carolina Farion de Carvalho, principal executiva da rede. Para ela, com o atual cenário do país e a diminuição do poder de compra, os produtos da Canecaria se destacam como boas opções de presentes em um período em que se busca gastar menos. “Temos nas mãos o trunfo do produto barato, fácil de comprar e de escolher.”

Com o aumento do desemprego, a solução para muitos brasileiros tem sido a busca por um negócio próprio. Segundo o indicador Serasa Experian de Nascimento de Empresas, em janeiro deste ano o Brasil registrou recorde no número de registros de novas empresas no primeiro mês desde 2010: ao todo, foram 166.613 novos empreendimentos abertos, 10,4% acima do apresentado em janeiro do ano passado e 48% maior na comparação com dezembro de 2015. “O aumento do desemprego tem impulsionado o mercado de franquias, já que muitos ex-funcionários decidem buscar seu desenvolvimento e independência financeira por meio do negócio próprio. Neste caso, ele conta com suporte do franqueador”, informa Carolina.

Para interessados no empreendimento, nos custos para a abertura de um quiosque estão incluídos a taxa de franquia, mobiliário, equipamento e instalação. A orientação da marca é que cada quiosque tenha entre dois e quatro funcionários. O capital de giro é de R$ 10 mil. Para o pagamento de royalties ou taxa de publicidade, o percentual varia de acordo com o faturamento obtido.

Todo o projeto arquitetônico e implantação do quiosque são realizados pela Canecaria, que auxilia o franqueado na escolha do ponto comercial. A empresa oferece também apoio na compra de equipamentos e auxílio operacional para a inauguração, além de treinamento sobre a metodologia implantada pela marca.

O franqueado terá ainda assistência no controle de qualidade, para que haja uniformidade nos padrões de operação, orientação para recrutamento e seleção, gestão de estoque, software de gestão e preferência para a abertura de novas lojas na área em que o franqueado atua. “a desmobilização de diversos lojistas nos shoppings do país tem propiciado melhores negociações de contrato”, ressalta Carolina. “Essa é a melhor hora para fazer uma nova negociação de aluguel”, completa.

“Canecating People”

O conceito do empreendimento sustenta a ideia de conectar o público consumidor com seus produtos. Com frases e desenhos criativos estampados nas canecas, a ideia é criar objetos de estimação, com identidade e personalidade, direcionados a atender necessidades subjetivas dos clientes. O trabalho de fidelização do consumidor passa por oferecer a ele uma experiência positiva tanto na compra quanto no uso do produto.

A marca conta com uma equipe de criação própria, que desenvolve canecas, xícaras, copos e acessórios, e responde pelo desenvolvimento de 100% dos produtos à disposição nos quiosques da marca. Os temas das estampas vão de futebol a música, de humor a datas especiais, de família a turismo.

Análise feita pela própria Canecaria identificou o perfil do cliente: o público-alvo é composto, em sua maioria, por homens e mulheres de 20 a 40 anos. Ainda segundo o estudo, 20% dos consumidores compram os itens para uso próprio e coleção, enquanto 80% deles compram para dar de presente. Entre as principais características deste cliente estão a valorização de produtos exclusivos e com personalidade, o compartilhamento de ideias, opiniões e experiências em redes sociais, o desejo de presentear amigos e parentes e a projeção de histórias e emoções à ideia da compra, o que, na maioria dos casos, leva à fidelidade à marca.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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