Entrega de imóvel comprado na planta é garantida por lei

 Lei evita o efeito "pedalada" na construção civil.
Lei evita o efeito “pedalada” na construção civil.

A partir do caso da falência da construtora Encol, na década de 1990, quando milhares de mutuários ficaram sem seus apartamentos, por conta de irregularidades na gestão da empresa, a legislação brasileira tornou-se mais rígida para financiar a construção de imóveis . Atualmente, a Lei de Patrimônio de Afetação, criada pelo governo federal (lei 10.931/2004) garante que as verbas geradas para a construção de um edifício só pode ser aplicada neste mesmo projeto. A lei, no entanto, é opcional para as construtoras e atinge principalmente os contratos firmados quando o projeto ainda está na planta.

Mas no caso da incorporadora A. Yoshii, com sede em Londrina, a regra é lei em todos os empreendimentos realizados, assegurando aos futuros moradores que compraram o imóvel ainda na planta, todas as garantias previstas para a finalização e entrega da obra. “A lei é severa para prevenir situações em que os proprietários dos empreendimentos foram prejudicados. A intenção é prevenir o efeito pedalada”, afirma Roberto Akira Otsuka, diretor de Controladoria da A. Yoshii.

De acordo com o executivo, a construtora é pioneira em Londrina na adoção da lei (desde 2005) em todos os projetos. “Procuramos seguir a filosofia de ética e transparência em nossas ações, do começo ao fim da interação com o cliente”, afirma Otsuka.

A legislação que dá segurança ao mutuário garante que cada planta predial em construção tenha um CNPJ próprio, como se fosse o registro contábil de uma empresa, estabelecendo condições para que se acompanhe os balanços financeiros. Todo o capital destinado à obra, em razão disso, só pode ser empregado na construção do empreendimento, evitando eventuais desvios para outras finalidades.

Os moradores também precisam fazer a sua parte. A lei determina a criação de uma comissão formada por representantes da construtora e dos futuros moradores, com a finalidade de acompanhar a obra e as prestações de contas dos recursos utilizados.

Em paralelo, os moradores podem aprofundar ainda mais a fiscalização, prestando atenção nas condições do contrato antes de assiná-lo e procurar saber no mercado sobre a saúde financeira da construtora.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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