Transporte escolar é um segmento de mercado consolidado, mas que exige responsabilidade do empreendedor

17%,dos alunos da rede de ensino vão para a escola em Vans ou Kombis.
17% dos alunos da rede de ensino vão para a escola em Vans ou Kombis.

O transporte escolar tem como objetivo suprir uma lacuna importante no convívio familiar, que é o de proporcionar maior tempo aos pais, terceirizando o serviço de transporte de seus filhos, seja para a escola regular ou para outras atividades extras. Mas, para ter sucesso nesse negócio, o empreendedor deverá ter a consciência de que conduzir crianças é completamente diferente de qualquer outro tipo de transporte, pois ele estará transportando o bem mais precioso que uma pessoa pode ter, que é o seu filho. Por isso, tem que existir muita confiança envolvida no meio e a empresa deve ter credibilidade para se manter no mercado.

Outro ponto importante é que o empreendedor deverá se especializar no transporte de crianças e adolescentes, bem como estar devidamente treinado em direção defensiva, além de denotar responsabilidade e transmitir segurança para pais ou responsáveis no compromisso de transportar seus filhos.

O mercado de transporte escolar está consolidado, mas permite a inserção de novas empresas no mercado, desde que obedecidos alguns critérios básicos. O ideal é ter em vista a demanda do mínimo necessário de clientes para garantir o ponto de equilíbrio de receita e despesa, pois fazer o investimento inicial e depois correr atrás da clientela será extremamente arriscado. De acordo com o último Censo da Educação Básica dos 50 milhões de alunos matriculados na rede de ensino, mais de 8 milhões, ou 17%, vão para a escola em Vans ou Kombis.

Quanto à localização, o empreendedor deve iniciar seu negócio em bairros onde há um número expressivo de alunos, buscando com isto minimizar o tempo de permanência do estudante dentro do veículo e também para facilitar o deslocamento com maior agilidade. Agora, se os serviços forem oferecidos por um site na internet o empreendedor poderá executar as atividades administrativas na sua própria residência. Neste formato, haverá economia com taxa de bombeiros, alvará da prefeitura, IPTU comercial, aluguel de sala, condomínio, luz e telefone.

Já o investimento irá variar de acordo com o valor do ponto comercial e do veículo escolhido. De acordo com cálculos dos consultores do Sebrae, para montar uma pequena empresa de transporte escolar, serão necessários cerca de R$ 150 mil.

Por último, é indispensável ter veículos novos ou conservados, sob o rigoroso sistema de manutenção e que atendam as normas do Detran.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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