Produção industrial em canteiros de obras gera menos desperdício e menos custo

Um canteiro de obras bem projetado tem impacto significativo sobre os custos.
Um canteiro de obras bem projetado tem impacto significativo sobre os custos.

O sucesso de uma construção começa por um bom canteiro de obras, o que demanda estudo logístico bem elaborado, com a execução de projeto que antecipe as adequações necessárias ao longo de todas as etapas do trabalho. A finalidade é diminuir a quantidade de transporte de equipamentos, que consomem mão de obra, têm custo elevado e não agregam valor ao produto final. Ainda é pequena a quantidade de empresas da construção civil que focam seus esforços nesse estudo e uso de tecnologia para aperfeiçoar o trabalho e gerar economia de resíduos. Essa falha acaba gerando atraso na conclusão, desperdício e acidentes de trabalho. As construtoras que pensam a obra como um processo industrial, com materiais e equipamentos estocados e armazenados de maneira correta, reduzem os riscos de acidentes e agilizam o cumprimento do cronograma de entrega. A Construtora e Incorporadora Laguna vem aplicando em suas obras uma verdadeira linha de produção

Segundo o diretor de engenharia, Fabio Siqueira Giamundo, é importante entender a dinâmica de uma obra e as semelhanças com uma indústria. “Na indústria há uma linha de produção e o produto a ser construído ou fabricado passa por uma sequência de montagem e é finalizado. Feito isso, o produto é despachado e a fábrica se mantém no mesmo local produzindo novos produtos. A obra não deixa de ser uma indústria, porém, montamos a fábrica em forma de canteiro de obras, onde produzimos o empreendimento e, após sua conclusão, o produto fica no local e a fábrica é desmobilizada”, explica.

Quanto mais industrializada uma obra, menor a quantidade de funcionários para a execução dos serviços e menor a quantidade de entulho gerado no canteiro. Um dos principais problemas de uma obra mal estruturada é a falta de planejamento de médio e curto prazo, carência de equipamentos, falta de definições de espaços adequados à armazenagem de diferentes insumos e, consequentemente, sua deficiência de transporte vertical e horizontal, o que gera falta de parcerias com os fornecedores. Ainda segundo Giamundo, para a execução de um bom canteiro de obras é preciso um estudo logístico complexo. “Um estudo cuidadoso mostra quais são as adequações necessárias do canteiro ao longo de todas as etapas da obra, com a finalidade de se diminuir a quantidade de mobilizações e desmobilizações, que consomem grande mão de obra e possuem custo elevado”, afirma.

Os componentes típicos de um canteiro são escritórios, oficinas, estacionamento, almoxarifado, depósitos, centrais de concreto, pátios de manutenção e, no caso de materiais e equipamentos importados, áreas de estocagem. Um canteiro de obras bem projetado tem impacto significativo sobre os custos e a duração da obra. Ao manter o foco na organização e limpeza, as chances de se alcançar os objetivos aumentam significativamente.

Para o engenheiro Fabio Siqueira Giamundo, há uma redução significativa na perda de material e de mão de obra. “Uma obra bem organizada diminui significativamente a quantidade de arremates e a terminalidade, que é um dos grandes vilões de prazo e consequente aumento de custo”, diz.

Esse aumento de custo pode ser visto na quantificação de caçambas de entulho que são retirados da obra. “A Laguna trabalha com um índice de 0,029 caçambas para cada metro quadrado de obra construída. Já presenciei obras sem os cuidados necessários com logística e produção, e esse índice chega a 0,045. Aumento de 55% na quantidade de caçambas utilizadas”, finaliza Giamundo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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