Mercado de aquecedores solares apresenta grande potencial de crescimento, mas empreendedor deve ficar atento à forte concorrência

Os primeiros aquecedores solares surgiram no Brasil na década de 70, em meio à crise mundial do petróleo. A partir de 1990, os preços dos equipamentos diminuíram e melhoraram a qualidade e eficiência. Desde então o setor tem aumentado sua aplicação, permitindo grandes avanços na área tecnológica.

Embora a tecnologia dos aquecedores solares tenha sido simplificada e disseminada por diversos fabricantes, o projeto do empreendimento deve ser concebido com visão profissional, requerendo uma avaliação objetiva sobre a forma de atuação e suas as expectativas comerciais. Segundo os últimos dados da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), 51% das vendas dos aquecedores solares são destinadas ao segmento residencial. Mas a grande novidade é a ampliação do uso da energia solar térmica na indústria, que aumentou de 3% para 17%. Já a venda de coletores para os programas habitacionais recuou de 19% para 16%.

Antes da crise, o setor de aquecedores solares vinha crescendo dois dígitos ao ano, porém diminuiu o fôlego a partir de 2014, quando cresceu 4,5%. O setor possui em torno de 200 fabricantes que produzem 1milhão e 400 mil m2 e faturam anualmente cerca de R$ 500 milhões.

Quanto à localização, para identificar o local ideal para instalação de uma fábrica de aquecedor solar é necessário que o empreendedor defina se o seu empreendimento será apenas uma indústria, com venda exclusivamente para revendedores ou se funcionará também com venda direta a consumidores (varejo). Caso a opção seja apenas de produção para venda a revendedores, a localização não irá requerer necessariamente as facilidades de acesso ao público em geral. No entanto, se a opção for pela fabricação e comercialização do produto, tanto para revendedores (atacado) quanto para consumidores de forma direta (varejo), o empresário deve direcionar a localização da sua loja para um ponto comercial urbano em que haja bom fluxo de pessoas, bem como possibilite o deslocamento para entregas com boa mobilidade e facilidade.

O empreendedor deve ficar atento para que instale a sua fábrica de aquecedor solar em distritos industriais das cidades, ou em regiões permitidas pela prefeitura municipal.

Já o investimento vai variar de acordo com o porte do empreendimento. Mas, de acordo com cálculos dos consultores do Sebrae, para montar uma fábrica de pequeno porte, em imóvel alugado, com espaço disponível para montagem da oficina e loja será necessário um investimento inicial em torno de R$ 100 mil.

Por último, o empresário que quer entrar nesse tipo de negócio deve estar consciente de que enfrentará uma forte concorrência. Portanto, será necessária a sua presença em tempo integral na empresa, tanto na parte de contatos comerciais, quanto operacional.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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