Geração de emprego mostra importância da indústria da madeira para a economia

José Carlos Januário, presidente da Abimci
José Carlos Januário, presidente da Abimci.

Com 57% (369 mil) dos empregos da cadeia de base florestal brasileira, a indústria de madeira sólida – que contempla produtos como painel de compensado, madeira serrada, pisos, portas e molduras – foi responsável por 9% do total de empregos formais do país, que em 2015 fechou com 39,663 milhões de vagas em estoque, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Esse resultado, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), mostra a relevância do setor para a economia brasileira,

Enquanto no início de 2015, o saldo total de empregos no Brasil já estava negativo, com menos um milhão de vagas, a indústria da madeira gerou mil novas vagas, mostram os dados divulgados pelo novo Estudo Setorial da Abimci. Mesmo diante do pico de menos 7 milhões de postos de trabalho no país entre novembro e dezembro de 2015 mostrou que o setor de madeira teve uma participação menor nesse número negativo, com cerca de 5 mil menos vagas. No início do ano passado, a indústria de madeira chegou a equilibrar o saldo, sem novas demissões. Ao longo de 2016, o setor tem se mantido ligeiramente acima do total nacional em saldos de empregos.

Apesar de a indústria apontar uma série de fatores que comprometeu o avanço do setor produtivo no país como flutuação cambial, inflação elevada, alta taxas de juros, aumento nos custos de produção e transação, inadimplência e redução de investimentos, principalmente, na construção civil, o segmento deve fechar 2016 com uma pequena variação no número de empregados, chegando a 360 mil. “Os impactos causados pela conjuntura de 2015 e 2016 reduziram o otimismo do empresário e, com isso, as indústrias diminuíram o contingente de funcionários para tentar melhorar os custos de produção. Apesar disso, as empresas que estavam voltadas à exportação contribuíram para equilibrar esses números”, afirma o presidente da Abimci, José Carlos Januário.

Para 2017, a expectativa do setor é de que as medidas anunciadas pelo governo federal prevendo corte nos gastos públicos e as reformas possam contribuir para a retomada da economia e, consequentemente, dos investimentos e da confiança do empresário. A Abimci tem atuado na defesa de interesses do setor, que passam por questões macro como ampliação no prazo de recolhimento de tributos, desoneração fiscal da cadeia produtiva, criação de condições e ferramentas para a manutenção de câmbio competitivo e estável, regulamentação da Lei da Terceirização, entre outros pleitos que aparecem no Estudo Setorial lançado recentemente. “O setor produtivo está atento às decisões políticas e econômicas do país. Para avançarmos e voltarmos a empregar um número maior de trabalhadores será preciso uma nova postura dos governos com ações que estimulem a competitividade da indústria nacional”, conclui o presidente.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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