Estudo revela perfil das 50 maiores franquias brasileiras

A Associação Brasileira de Franchising (ABF) lança estudo que revela o perfil das 50 Maiores Marcas de Franquias no Brasil por unidades. Representante oficial do franchising brasileiro, a entidade reúne atualmente 1.300 associados (franqueadores, franqueados, fornecedores e consultores), cujas redes respondem por cerca de 60% do faturamento do setor. Feito especificamente com as redes associadas, o levantamento é fruto de um novo banco de dados da entidade, mais detalhado e profundo, cujo sistema de inteligência de mercado irá possibilitar a extração de recortes ainda mais sofisticados. Além disso, o novo sistema possui salvaguardas e regras específicas a fim de evitar imprecisões ou distorções no reporte de dado s primários.

“A ABF, desde os seus primeiros anos de atuação, realiza pesquisas e estudos para subsidiar seus associados, no sentido de contribuir para a correta tomada de decisão na gestão empresarial, e também o mercado, com dados e informações relevantes e fidedignas. Ao investir em tecnologia da informação e modernizar o seu banco de dados, a entidade pôde aprimorar a sistematização desse imenso conjunto de informações reunido ao longo da sua trajetória, ampliar e aprofundar a realização de diversos estudos e este é um deles”, afirma o novo presidente da ABF, Altino Cristofoletti Junior.

franquia- gráfico 1

O levantamento reflete a própria evolução do sistema de franquias no Brasil. Na visão de Claudio Tieghi, diretor de inteligência de mercado da ABF, “o perfil das 50 maiores marcas de franquias no Brasil mostra, mais uma vez, o grau de maturidade e evolução do franchising brasileiro, acompanhado e estimulado passo a passo pela Associação. São redes nacionais e estrangeiras consolidadas, capilarizadas, que servem de referência para o setor”.

Nesta pesquisa, a ABF já aplicou o novo sistema de classificação dos segmentos do franchising, realizado com base em fontes de referência como a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), entidades internacionais correlatas, universidades e institutos de pesquisa.

Um dos mais consolidados e, individualmente, o mais representativo, o segmento Alimentação domina a lista das 50 maiores marcas de franquias no Brasil, com 36% das redes; a seguir estão os segmentos Serviços Educacionais, um dos precursores do franchising brasileiro, com 18% das marcas listadas; Moda, reconhecido pela criatividade, pesquisa e inovação, com 14% das redes, e Saúde, Beleza e Bem-Estar, que vem apresentando taxas expressivas de crescimento nos últimos anos, com 12% das marcas.

franquia- gráfico 2

De acordo com o levantamento, as lojas são o principal ponto comercial, adotado por 94% das 50 maiores marcas da ABF, e 6% correspondem aos demais formatos. Para Tieghi, “embora a diversificação de pontos de venda e estratégias multicanal venham crescendo, entre as 50 maiores a loja física possui um papel preponderante. Especialmente no franchising, acreditamos que o local físico é um grande concretizador dos valores da marca, da experiência de consumo e do relacionamento com o cliente, por isso sua importância em um mundo cada vez mais digital”.

Ainda de acordo com a pesquisa, a maioria das marcas que figuram na lista da ABF (74%) possui o Selo de Excelência em Franchising (SEF) e 49% delas conquistaram a chancela mais de dez vezes. Referência para o mercado, o SEF é a importante chancela do setor no Brasil e é conferido às redes pela ABF a partir de uma pesquisa específica feita diretamente com os franqueados.

franquia- gráfico 3

Para o diretor de inteligência de mercado, “a trilha do crescimento e da qualidade no desempenho do setor está refletida no perfil das 50 maiores marcas em número de unidades em atuação no Brasil. Identificamos também uma relação entre o SEF e a presença na lista, a qual creditamos à busca pela excelência operacional que, certamente, é essencial para o desenvolvimento e a perpetuidade das marcas”.

O faturamento do setor em 2016 deve crescer 8% em relação ao ano anterior, passando de R$ 139,593 bilhões para cerca de R$ 150 bilhões. E a projeção é que a receita em 2017 cresça de 7% a 9%. Em unidades, o setor prevê que tenha havido uma expansão de 3,1% no ano passado, atingindo 142 mil pontos de venda. Em 2016, houve uma redução de 1,1% no número de redes ante 2015 e a projeção é que ele se mantenha estável neste ano, com cerca de 3 mil marcas. Já em relação ao número de empregos, a prévia indica um crescimento de 2,90% com base no 1º semestre do ano passado ante a 2015, totalizando 1,220 milhões de trabalhadores diretos no setor. A projeção é que em 2017 haja um incremento de 2% a 3% no número de empregos diretos no franchising.

“A intensa agenda de ajustes operacionais e estratégicos adotada pelo franchising em 2015 e 2016 mostrou-se eficiente. Mesmo em um ano tão desafiador, recebemos novos investidores, criamos empregos e entregamos crescimento, enquanto o varejo registrou quedas históricas. Atribuímos isso, principalmente, ao profissionalismo do setor, à flexibilidade e à agilidade para tomar as medidas necessárias de corte de custos, aumento na capilaridade, ganhos de eficiência e reconquista de um consumidor que começa, lentamente, a recuperar sua confiança”, observa Cristofoletti.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *