Boomera vai transformar toneladas de resíduos em matéria-prima
A startup WiseWaste, que transforma resíduos em matéria-prima usando alta tecnologia e o princípio da engenharia circular, está dando um salto com a aquisição dos negócios de lonas da Bemis, uma das maiores fabricantes de embalagens do mundo. Com esta operação a WiseWaste cresce seis vezes seu tamanho e passa a adotar um novo posicionamento no mercado brasileiro passando a chamar-se Boomera. A Boomera nasce para inovar na reutilização de resíduos complexos em matéria-prima e produtos, além de aproveitar todas as sinergias e complementariedades dos negócios da Bemis com as lonas Carreteiro®, líder do mercado brasileiro. A projeção é que o faturamento da Boomera seja de R$ 100 milhões até 2020.
A maior capacidade de operação desta nova empresa, que passa de 20 colaboradores para 121, tem como objetivo dar escala na transformação de resíduos pouco aproveitáveis em produtos ou matéria-prima que retorna ao ciclo industrial. “Apenas 3% do lixo produzido no Brasil é reciclado. Queremos aproveitar esse imenso potencial desperdiçado, assim fazemos pesquisas utilizando tecnologia de ponta e desenvolvemos soluções para resíduos não convencionais, como as fraldas sujas”, explica Guilherme Brammer, empreendedor da startup WiseWaste e agora CEO da Boomera.
As oportunidades de crescimento desta operação estão fundamentadas no desenvolvimento de soluções, conhecimento e realizações da WiseWaste para diversas empresas como Procter & Gamble, Braskem, PepsiCo e Natura. “Temos patentes de reciclagem de fraldas pós consumo, uma planta para reciclagem de cápsulas de café, um laboratório de P&D em parceria com o Mackenzie e agora um novo negócio que nos proporciona produção em grande escala”.
O Brasil tem um imenso potencial para gerar renda por meio dos resíduos descartados, inclusive envolvendo comunidades e cooperativas que retiram do lixo o seu sustento. Essa sempre foi uma das missões da WiseWaste, que a Boomera abraça como uma de seus pilares.
Segundo o Ipea, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, são desperdiçados mais R$ 8 bilhões em resíduos que vão para aterros e lixões no Brasil. “Trabalhamos com tecnologia e conectamos toda a cadeia produtiva para transformar resíduo em matéria-prima novamente. O lixo vira sucata pelas cooperativas associadas, aplicamos ciência, usamos o design como método e devolvemos um novo produto de alta qualidade para a sociedade”, explica Brammer.
Ciência com consciência, esse é um dos mantras na Boomera. São projetos que geram resultados econômicos, sociais e ambientais. A empresa atua em rede com cooperativas de catadores, estudos laboratoriais, desenvolvimento, design de novos produtos, fabricação e consumo.








