Fechar vendas através do cartão de débito ou crédito é uma necessidade, mas é preciso que as empresas tenham um controle maior das taxas cobradas

Hoje não se imagina mais uma empresa que não disponha de uma máquina de cartão, uma vez que as pessoas cada vez menos carregam dinheiro em espécie na carteira. Segundo informações do Serviço de Proteção ao Crédito e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 72% das empresas brasileiras aceitam o cartão de crédito como forma de pagamento. Entretanto, a grande queixa dos empresários é o alto custo das operações para manter as máquinas, e que inclusive acaba se refletindo na margem de lucro.
Com as vendas em queda diante da retração econômica qualquer gasto a mais ou a diminuição dos lucros devem ser evitados. E para que isso aconteça, os empresários precisam ter um controle maior das taxas cobradas e das transações efetuadas. Pesquisas apontam que 20% dos empresários tiveram que aumentar os preços dos seus produtos para conseguir pagar as taxas de administração. Mas, a maior queixa dos lojistas é a demora para receber o reembolso do valor vendido.
Uma das soluções para este problema, apontada pelo especialista em marketing, Carlos Eduardo de Souza, é um controle mais rígido dos recebimentos, verificando se as cobranças estão corretas, conferindo com frequência o aluguel da maquininha, acompanhando os cancelamentos das operações, e analisando diariamente o comportamento das vendas.
Para que este tipo de trabalho dê resultados é fundamental que alguns itens sejam observados. O primeiro deles diz respeito ao relatório de vendas, que deve levar em conta a forma de pagamento (se foi crédito ou débito), o Número de Autorização da Transação (NSU), o valor e a data da compra. Esses dados devem ser cruzados com os do Extrato de Venda e Pagamento das operadoras para a realização da conciliação de cartão.
O segundo ponto a ser cuidado é o extrato de vendas e pagamentos que apresenta o registro detalhado dos pagamentos efetuados na data, referente tanto às transações que foram parceladas, ou as vendas em débito ou crédito à vista. Com ele em mãos, é possível filtrar o saldo de lançamentos futuros por datas. Essas informações estão disponibilizadas pelas operadoras na internet.
O terceiro item importante que não pode ser esquecido pelos empresários se refere ao extrato bancário, que mostra com precisão se todos os créditos foram transferidos para a conta bancária.
ConfereCard
O empresário Eduardo Pegoraro é proprietário de postos de combustíveis, em Curitiba, e recebe muitas contas pelos cartões de crédito e débito. Até algum tempo atrás ele aceitava seis bandeiras de cartões de crédito, sendo que era relativamente fácil fazer a verificação da conformidade dos créditos depositados em conta bancária. Hoje, os postos de Pegoraro recebem 28 diferentes bandeiras de cartões, cada uma com uma regra, uma taxa, um prazo. “Ficou impossível realizar a conciliação de valores com o Excel”, salienta.
Foi então que o empresário decidiu buscar uma solução no mercado e encontrou apenas softwares de difícil entendimento e leitura. “Diante disso, resolvi então elaborar uma ferramenta que me atendesse e criei um sistema para realizar tal feito. O sucesso foi imediato, pessoas que eu não conhecia começaram a me procurar pedindo para eu disponibilizar minha ferramenta. Diante da procura resolvi abrir uma empresa, assim, há três anos nasceu o ConfereCard”.
Hoje o ConfereCard tem clientes em todo o Brasil e atua nos mais variados segmentos do comércio, informa Pegoraro. Segundo o empresário, a utilização da ferramenta traz resultados surpreendentes, já que a quantidade de não conformidades (taxas cobradas diferentes da pactuada, cobrança de aluguéis de equipamentos inexistentes, antecipações de valores que não foram solicitadas, etc) é muito grande. Outra informação que o uso do sistema possibilita é a apuração exata de quanto custam os cartões para a empresa, informação que geralmente não é devidamente apurada e podem causar impactos grandes nos resultados das empresas, alerta Pegoraro.









Muito interessante a sua matéria, vou implementar essa ferramenta na minha empresa.