Confiança Empresarial cresce em maio
O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IBRE/FGV) passa a divulgar a partir deste mês o Índice de Confiança Empresarial (ICE), agregação dos indicadores-síntese das quatro sondagens empresariais produzidas pelo Instituto. Em maio, o ICE avançou 1,2 ponto em relação ao mês anterior, alcançando 86,4 pontos, o maior nível desde dezembro de 2014 (87,7 pontos).
“A confiança empresarial manteve em maio a tendência de alta observada desde o início do ano. A boa notícia é a redução virtuosa da distância, ainda grande, entre o nível dos indicadores que medem a percepção sobre o presente e os de expectativas. A má notícia é que a maior parte da coleta de dados para o fechamento deste mês já havia sido realizada quando uma nova crise política foi deflagrada no pais, em 17 de maio. O aumento da incerteza provocado por eventos desta natureza tende a impactar negativamente as expectativas”, avalia Aloisio Campelo Jr., Superintendente de Estatísticas Públicas do IBRE/FGV.
O Índice de Confiança Empresarial (ICE) consolida os índices de confiança dos quatro macrosetores cobertos pelas sondagens empresariais produzidas pelo FGV/IBRE: Indústria, Serviços, Comércio e Construção. A agregação é realizada por pesos econômicos, tendo como referência dados extraídos das pesquisas estruturais anuais do IBGE (PIA, PAS, PAC e PAIC). A variável de ponderação dos setores é o valor adicionado, exceto pelo Setor de Comércio, cujo peso é determinado pela margem de comercialização. As séries completas dos indicadores de confiança empresarial serão dessazonalizadas a cada mês.
Considerando-se os diferentes horizontes de tempo da pesquisa, a maior contribuição para a alta da confiança em maio foi dada pelo Índice de Situação Atual (ISA-E), com alta de 1,1 ponto, para 80,2 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-E) subiu 0,3 ponto, alcançando 95,0 pontos.
O distanciamento entre a percepção atual dos empresários e as expectativas é visto também nas quatro sondagens que compõem o resultado empresarial. A sondagem com a maior diferença entre expectativas e percepção atual é da Construção com 20,9 pontos; seguida por Serviços com 13,8 pontos; Comércio com 11,9, enquanto a Indústria apresenta um distanciamento menor de 6,7 pontos.
A alta da confiança empresarial ocorreu na Indústria e nos Serviços, os dois segmentos com maior peso, como mostra a tabela abaixo. No Comércio, houve ligeira queda, de -0,5 ponto, após alta acumulada de 10,2 pontos nos três meses anteriores. Já a Construção continua apresentando resultado bem inferiores aos dos outros setores, retratando um setor ainda em clima de recessão.
Um indicador de certa fragilidade da alta da confiança empresarial no mês é a disseminação de segmentos em alta: em maio houve alta da confiança em 22 e queda em 26 dos 49 subsetores que integram o ICE. Para construção do Índice de confiança empresarial, foram coletadas 4932 empresas dos quatro setores, durante os dias 2 e 25 deste mês.








