Com a compra de ativos da JBS, Minerva eleva capacidade de abate em 52%
A Minerva S.A. irá elevar sua capacidade de abate de bovinos em 52% com a aquisição das operações de bovinos da JBS na Argentina, Paraguai e Uruguai por US$ 300 milhões anunciada nesta terça-feira (06), informaram executivos da empresa em teleconferência sobre a transação. A Minerva adicionará 9 mil cabeças por dia à sua capacidade de abates, que passará a 26,4 mil cabeças por dia, consolidando seu plano de diversificar a plataforma de produção de carne bovina na América do Sul.
A empresa projeta obter receita líquida total entre R$13 bilhões e R$14,4 bilhões nos 12 meses após a conclusão da aquisição (julho de 2017 a junho de 2018), tendo como premissa um dólar a R$3,20 e o crescimento orgânico das operações correntes.
Nove unidades frigoríficas (cinco na Argentina, três no Paraguai e uma no Uruguay), além de uma unidade de processamento e um centro de distribuição na Argentina, foram adquiridas na transação, que deve ser finalizada em 1 de julho, segundo estimativas da Minerva. Entre esses ativos adquiridos está a primeira planta de construção própria da JBS que foi inaugurada em outubro do ano passado em Belén, no Paraguai.
Segundo o diretor financeiro da Minerva, Edison Ticle, a planta recém-construída no Paraguai opera atualmente com 50% de sua capacidade é a única entre as adquiridas que necessitará de investimento adicional em capital de giro. Com a transação, a Minerva se consolida como maior player no mercado de carne bovina do Paraguai, fortalece sua posição em mercado de nicho no Uruguai e estreia operações na Argentina, a partir de onde também terá acesso a importantes mercados para exportação como EUA, China e Japão.
A Minerva informou ainda que espera capturar sinergias de logística, comerciais, na compra de gado, operacionais, entre outras relevantes com a consolidação dos negócios adquiridos. O presidente da Minerva, Fernando Galletti de Queiroz, ressaltou que há aumento de produtividade do rebanho no Paraguai e recuperação do rebanho na Argentina nos últimos dois anos, num momento em que há restrição na oferta de carne bovina por outros países exportadores.
“Felizmente tivemos um encontro positivo dos timings”, disse ele sobre a negociação com a JBS, ao ressaltar que o crescimento na América do Sul já era um objetivo estratégico da Minerva.
Galletti de Queiroz disse que a Minerva não tem outras aquisições no radar após o acordo fechado com a JBS. A JBS vende esses ativos no Mercusul buscando levantar recursos para reduzir a alavancagem financeira, depois de revelado o escândalo de corrupção envolvendo executivos e controladores da companhia.








