B3 reforça potencial do mercado de capitais para financiamento e gestão de risco para o agronegócio

B3 reforça potencial do mercado de capitais para financiamento e gestão de risco para o agronegócio

Executivos da bolsa destacam o crescimento de instrumentos como CRA, Fiagro, CPRs e derivativos, que oferecem um ecossistema completo para o produtor rural

Em sua oitava participação como correalizadora do Congresso Brasileiro do Agronegócio, em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), a B3, a bolsa do Brasil, reforçou seu posicionamento como infraestrutura estratégica para o financiamento e a gestão de riscos do setor. Durante o evento, nesta segunda-feira (11), a companhia destacou o crescimento recorde dos instrumentos de mercado de capitais voltados para o campo, que se consolidam como uma alternativa complementar e robusta ao crédito tradicional.

Dados apresentados pela B3 mostram que o estoque de Cédulas de Produto Rural (CPRs) registradas ultrapassou a marca de R$ 418 bilhões em junho de 2025, um crescimento superior a 40% em relação ao mesmo período do ano anterior. Outros instrumentos, como os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), também registraram forte expansão, atingindo, respectivamente, R$ 160 bilhões e R$ 587,5 bilhões em estoque.

Para Luiz Masagão, vice-presidente de Produtos e Clientes da B3, os números refletem um amadurecimento do setor que, cada vez mais, percebe o mercado de capitais como um aliado indispensável para seu planejamento de longo prazo. “Nosso papel é oferecer um ecossistema completo que atenda o produtor e a indústria em todas as suas necessidades, desde a proteção de preço da safra com derivativos de soja, milho e boi gordo, até o financiamento de longo prazo via CRAs e Fiagro. O objetivo é desmistificar essas ferramentas e mostrar que elas trazem previsibilidade, segurança e acesso a capital de forma eficiente, contribuindo diretamente para a competitividade do agronegócio brasileiro”, afirma Masagão.

O executivo também participou do painel “Financiamento e Gestão de Riscos”, no qual destacou o avanço de produtos como o Fiagro, que já conta com quase 550 mil investidores pessoa física, e a importância dos contratos futuros para a proteção contra a volatilidade de preços das commodities.

Além do financiamento, a B3 destacou as inovações que visam ampliar o acesso de mais empresas do setor ao mercado, como o novo regime FÁCIL da CVM, e o avanço da agenda de finanças sustentáveis. Produtos como a CPR Verde e os Créditos de Descarbonização (CBIOs) foram citados como exemplos de como o mercado de capitais pode ser um indutor de práticas mais sustentáveis e produtivas no campo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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