Oficinas de conserto de tênis tornam-se uma boa opção de negócio no cenário econômico atual

O tênis, nome utilizado para designar calçados esportivos em geral, tornou-se um dos mais relevantes artigos de moda contemporânea. O Brasil figura entre os dez países que mais produzem e vendem tênis. Porém, diante da crise econômica e do desemprego, o consumidor brasileiro teve que reduzir suas compras. No caso do tênis, as últimas pesquisas de varejo mostram que houve uma queda de 10% na venda do produto e muitos consumidores estão optando pelo conserto.

Diante deste cenário, torna-se um bom negócio reparar tênis velhos e desgastados. As oficinas de consertos de tênis, inspiradas nas velhas sapatarias, procuram estender a vida útil dos calçados por meio de pequenos consertos, costura, troca de solado, reforço de bico, pintura, impermeabilização e lavagem. Pois, muitas vezes o tênis ainda está com sua vida útil, mas apresenta algum defeito que pode ser facilmente arrumado sem perda do calçado.

Este é o tipo de negócio que exige habilidade artesanal, além da sintonia com as tendências em calçados esportivos e da atualização sobre os equipamentos e materiais utilizados.

Quanto à localização do ponto comercial, esta é uma decisão relevante para uma oficina de conserto de tênis. Dentre todos os aspectos importantes do local, o empreendedor deve considerar prioritariamente o perfil de renda dos consumidores; o fluxo de pessoas e veículos na região; a facilidade de estacionamento; a visibilidade da fachada da loja e a proximidade com fornecedores, parceiros comerciais e concorrentes. Vale lembrar que e esse tipo de atividade não é permitida em shoppings, centros comerciais e outros ambientes fechados devido ao forte cheiro dos materiais utilizados no processo de restauração.
Já o investimento vai variar de acordo com o porte do empreendimento. De acordo com cálculos dos consultores do Sebrae, uma oficina de conserto de tênis, estabelecida numa área alugada de 25 m², necessitará de um investimento de R$ 32 mil, sendo que nesse valor está incluída uma reserva para capital de giro.
Por último, para se tornar mais competitivo e sair à frente da concorrência, o empresário pode agregar valor ao seu negócio. E isso pode ser feito através da expansão dos serviços prestados para o conserto e limpeza de calçados em geral, bolsas, cintos, malas e roupas de couro; participação em feiras e eventos de calçados; bem como comercializando tênis usados, cadarços, palmilhas e produtos acessórios.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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