Indústria 4.0 melhora a eficiência e traz ganhos às empresas

Como a digitalização na manufatura e a automação podem resultar em ganhos para a indústria e principalmente para a sociedade? Para os especialistas Peter Post e Steven Ashby, o aumento da eficiência energética, a redução dos custos de manutenção e o conhecimento – a partir de dados precisos – sobre a performance operacional dos produtos ao longo de toda sua vida útil, são apenas algumas aplicações do que se convencionou chamar de Indústria 4.0. O tema foi debatido em um painel realizado nessa terça-feira (27), no 7º Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria, promovido pelo Sebrae e pela Confederação Nacional da Indústria, em São Paulo.

O professor alemão Peter Post é vice-presidente de Pesquisa Aplicada da Festo AG & Co. KG. A empresa tem se destacado mundialmente na automação de processos e manufatura. “Precisamos pensar nas pessoas, em primeiro lugar. A produção precisa estar centrada no humano”, afirma. “Na Alemanha, estamos usando a Indústria 4.0 para desenvolver novos modelos de negócio e de serviços, otimizar e simplificar os processos de engenharia e realizar a manutenção preventiva dos produtos”, destaca. A internet das coisas e a integração dos sistemas, segundo Peter Post, permitem hoje às empresas monitorar seus produtos desde o momento da produção até o uso pelos consumidores. Isso propicia não apenas o desenvolvimento de soluções de engenharia e aprimoramento dos produtos, como também a cr iação de novos mercados.
O norte-americano Steven Ashby – diretor do Pacific Northwest National Laboratory (PNLL) – aponta o aumento da eficiência energética como um dos principais ganhos propiciados pela Indústria 4.0. Segundo Steven, o consumo anual de energia no mundo é de 549 quads (unidade de energia que corresponde a 8 bilhões de galões de gasolina). De toda essa energia consumida, 54% são usadas pela indústria, sendo 38% apenas pela manufatura. No contexto atual, 42% da energia consumida no setor de manufatura é desperdiçada, seja com a perda de calor, com a iluminação insuficiente ou outros problemas. Essa energia perdida, de acordo com Steven, seria suficiente para abastecer um país como o Brasil por seis anos.

A convergência de três tecnologias (a tecnologia da informação, dos sensores e a tecnologia operacional) é a resposta que já está sendo adotada nos Estados Unidos para aumentar a eficiência da indústria. “São mais de 200 parceiros trabalhando em diferentes partes do país, desenvolvendo soluções em conjunto para situações que perpassam toda a cadeia de produção”, destaca Steven Ashby.

O 7º Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria prossegue nesta quarta-feira (28) com a realização de vários painéis com especialistas brasileiros e de outros países, com o debate de temas para melhorar a produção das empresas e o desenvolvimento do país.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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