Fábrica da Votorantim Cimentos em Rio Branco do Sul comemora 67 anos

A fábrica da Votorantim Cimentos em Rio Branco do Sul, a 32 quilômetros de Curitiba, está completando 67 anos. Referência no país, a unidade – que ocupa 180 mil metros quadrados – é considerada a maior fábrica de cimento da América Latina, com capacidade produtiva de sete milhões de toneladas ao ano. A fábrica produz cimento, agregados, calcário agrícola e argamassas que abastecem os estados do Paraná, oeste, sul e norte de Santa Catarina, além do Vale do Itajaí.
A história da unidade mistura-se com a do município, em uma sinergia de crescimento e desenvolvimento da região: a fábrica riobranquense emprega mais de 90% da mão de obra local. “Nós, da Votorantim Cimentos, buscamos valorizar o contato direto com a população local. Também prezamos muito por relacionamentos duradouros que perpetuem nosso legado, visando um crescimento conjunto com a região”, conta Thomas Rheinegger, gerente da unidade de Rio Branco do Sul.
Exemplo disso é o investimento que realiza em projetos locais, que auxiliam no desenvolvimento da comunidade próxima de unidades da marca. Como a Central de Distribuição de Alimentos do Vale do Ribeira, que beneficia cerca de 300 famílias da região incentivando a agricultura familiar como forma de renda e profissionalização do produtor rural. O projeto apoiado pelo Programa ReDes, em uma parceria da Votorantim Cimentos, Instituto Votorantim e Banco Mundial de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), funciona como uma cooperativa, oferecendo suporte a agricultores na manutenção de qualidade, produção e distribuição.
Outro importante programa implantado na região é o PVE – Parceria Votorantim pela Educação – que procura contribuir com a melhoria da educação pública de Rio Branco do Sul. A iniciativa tem por fundamento promover ações de sensibilização e mobilização social, além do apoio direto à gestão pública local. Este ano, promove o “Desafio Criativos da Escola” – concurso cultural em que os alunos traçam planos para o futuro da escola e da comunidade em que estão inseridos e concorrem a viagens para o Rio de Janeiro. A escola e o educador do projeto ganhador, também são premiados com valores em dinheiro que ajudarão a colocar em prática as melhorias propostas pelos alunos. “Trata-se de uma forma importante de engajar estes estudantes e promover o protagonismo na história do local em que vivem e por consequência toda população”, comenta Marco Rodrigues, responsável pelo programa na unidade.
Calcário agrícola
Parte fundamental da estratégia de expansão da Votorantim Cimentos no setor de calcário agrícola – que prevê investimento de R$ 160 milhões para construção e adaptação de novas fábricas do insumo no país – a unidade de Rio Branco do Sul representa mais de 50% da produção de calcário agrícola da empresa na região Sul.
Em dois anos, com adição de um novo moinho, a capacidade da fábrica riobranquense passou de 260 mil toneladas/ano para 900 mil ton/ano. A expectativa de produção de calcário agrícola para 2017 é de 520 mil ton/ano.
Combustíveis Alternativos
Pioneira no sistema de coprocessamento (uso de combustíveis alternativos no processo de cimento) no Brasil, a unidade paranaense da Votorantim Cimentos realiza, desde 1991, o processo de transformação de resíduos sólidos, líquidos e pastosos em energia para produção industrial. Resíduos não recicláveis, como restos de processo industrial e pneus inutilizáveis fazem parte da produção de energia gerada pelo coprocessamento na fábrica de Rio Branco do Sul. São mais de 180 mil toneladas anuais transformadas em combustível para produção do cimento.
O coprocessamento é uma solução permanente aos problemas de gerenciamento de resíduos, pois promove a diminuição da dependência de combustível fóssil e a preservação de recursos naturais não renováveis. A prática ainda reduz as emissões dos gases que causam o efeito estufa e também os custos de energia.



Annie Leonard nos diz em seu livro A historia da s coisas no capitulo sobre descartes escreve sobre usinas lixo -energia (pag. 218) que o primeiro problema é que ” o pouco de energia recuperada com a queima de resíduos é muito sujo e o processo libera mais gases do efeito estufa do que a queima de gás natural, óleo ou carvão e o segundo ´e “todo o processo de destruição dos resíduos consome muita energia e se o objetivo é conserva-la faz mais sentido poupa-la de antemão, reutilizando e reciclando Coisas. ( letra maiúscula da autora)”. Que explicação poderia dar-me? Obrigada. Observei um vídeo sobre descartes servirem de combustível e parte do resíduos que não se recicla e aproveita.
Sou especialista em Educação Ambiental há pouco tempo aqui em Uruguaiana/RS que enfrenta problemas ambientais .