Quatro mitos sobre o refinanciamento imobiliário

Utilizar um imóvel como garantia quando se faz um empréstimo é comportamento comum em outros países que não o Brasil, mas por que? No país, ainda existem alguns mitos sobre essa modalidade de crédito. Por desconhecimento, os brasileiros acabam assumindo altas dívidas sem se dar conta que podem contar com outras alternativas, como o crédito com garantia de imóvel ou refinanciamento. Confira a desmistificação de três medos que rondam a cabeça de quem precisa de dinheiro:

Mito 1: A intenção do crédito é tirar a minha casa

Em meados de 2000, nos Estados Unidos, o exagero no volume de crédito disponibilizado diante das garantias oferecidas fez com que surgisse uma bolha imobiliária. Por serem permitidas dívidas muito altas, enquanto os imóveis perderam valor, essa bolha acabou estourando. Todo esse cenário contribuiu para a visão ruim que muitas pessoas ficaram da hipoteca lá e, consequentemente, das operações que envolvem imóvel aqui no Brasil.

Ainda assim, 80% do crédito solicitado por americanos é lastreado em garantia real. Essa pode ser uma motivação para os brasileiros que procuram empréstimo, com o crédito com garantia de imóvel. Colocar um imóvel próprio – em que reside ou não – como garantia, possibilita à quem precisa um empréstimo muito mais saudável: de volume expressivo, com taxas bem mais acessíveis e longo prazo para pagamento. Para garantir a segurança nas parcelas e não se complicar no pagamento, é importante que a pessoa faça uma simulação, compare os valores e tenha uma boa organização financeira.

Mito 2: Preciso comprovar toda renda sozinho e como PF

Como envolve um bem de valor material muito alto, nem sempre é possível que uma só pessoa consiga comprovar a renda para obter o crédito desejado nessa modalidade. Entretanto, algo que as pessoas muitas vezes não sabem é que existe mais de uma maneira de apresentar a renda e não precisa ser sozinho.

Algumas instituições conseguem dar uma flexibilidade maior na hora da aprovação do dinheiro solicitado. Maria Teresa Fornea, fundadora da fintech Bcredi, explica que é comum que empresários busquem por esse crédito como uma solução para suas empresas, então a renda conjunta é uma forte realidade nesse meio. “As pessoas podem adicionar proponentes e também utilizar a renda do seu negócio para comprovar e adquirir o dinheiro necessário”, explica a empresária.

Mito 3: Não posso realizar nenhuma operação com o imóvel

A casa, apartamento ou terreno escolhido para ser o bem que garante o pagamento das parcelas pode ser ou não um local em que a pessoa reside. Além disso, como dono desse imóvel, a pessoa tem a liberdade de realizar operações como aluguel, reforma e até a venda. Mas, é importante lembrar de esclarecer que o imóvel faz parte desse tipo de operação.

No caso da venda, por exemplo, é necessário que a dívida seja quitada na instituição financeira para que então o processo seja finalizado. Outra alternativa é financiar o imóvel na mesma instituição que ele está como garantia.
Além de entender, estudar e comparar as modalidades de crédito, é essencial que as pessoas tenham uma boa educação financeira. Assim, a organização do dinheiro permite que os riscos sejam melhor avaliados.

Mito 4: O processo é muito burocrático e lento

A contratação de crédito com imóvel em garantia (seja para aquisição ou refinanciamento) exige uma série de documentação e isso pode dar a impressão de ser um processo cansativo e muito lento. Entretanto, nem sempre isso é uma realidade.

Apesar das burocracias inevitáveis, a contratação de crédito pela internet permite que esse processo seja feito em menos tempo de um jeito mais fácil. Na Bcredi, se o contratante organizar todos os documentos para anexar à plataforma online, o dinheiro poderá estar na conta em 10 dias úteis.

Como saber se você precisa do refinanciamento?

Pessoas que utilizam ou estão à procura de crédito acima de 30 mil reais são perfis para os contratantes dessa modalidade. Esse tipo de empréstimo também é adequado para quem tem planos de expansão de empresas, reformar a casa ou fazer uma compra grande, que totalizem um montante de alto valor.

No caso da Bcredi, o crédito com garantia de imóvel tem valores a partir de 50 mil reais, com taxas acessíveis e um pagamento a longo prazo. O valor solicitado pode ser 50% do valor do imóvel que está na negociação. De qualquer maneira, quem quer solicitar um crédito precisa pesquisar e entender as melhores condições de acordo com sua renda e objetivos. Todo esse processo depende, ainda, de uma aprovação que acontece de acordo com as regras de cada instituição.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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