Pagamento de empréstimo pessoal é prioridade para endividados

Quando chega a hora de decidir quais parcelas pagar e quais deixar para o próximo mês, os endividados optam por priorizar os empréstimos pessoais ante outros produtos de crédito, como financiamento de veículos, hipotecas e cartões. É o que mostra a pesquisa realizada nos Estados Unidos pela TransUnion, empresa global de análise de crédito.

Esta é a primeira vez que a empresa considera o pagamento de empréstimos pessoais no estudo desde 2010, quando começou a analisar a dinâmica da hierarquização de pagamentos dos endividados. Indo além desta modalidade de empréstimo, os resultados vão de encontro às análises prévias da TransUnion, que mostram que o pagamento das parcelas dos financiamentos de veículos estão à frente das hipotecas e cartões de crédito, uma situação que se repete desde 2004. “É surpreendente para nós que, para a maioria dos consumidores endividados, os empréstimos pessoais sejam priorizados ante outras dívidas mais proeminentes, como hipotecas e financiamento de veículos”, comenta Ezra Becker, vice-presidente sênior e head de pesquisa da unidade de Serviços Financeiros da TransUnion.

“Ainda que os empréstimos pessoais existam há muito tempo, foi o aumento recente no número desta modalidade de crédito que nos levou a explorar sua posição dentro do espectro de pagamentos. A priorização de empréstimos pessoais entre todos os outros é contra-intuitiva, mas nosso estudo é claro. Acreditamos que a duração relativamente menor destes empréstimos – geralmente de menos de 30 meses – é um fator chave no processo de decisão dos consumidores”.

Dados recentes da TransUnion mostram que o duração média do acordo é muito menor para empréstimos pessoais. Para empréstimos originados no último trimestre de 2016 desta modalidade, o prazo era de 28 meses em média. Neste mesmo período de análise do ano passado, o período médio para financiamento de veículos era de 60 meses e de hipotecas de 230 meses.

“Presumimos que aqueles que fazem empréstimos pessoais sentem que podem quitar rapidamente estas dívidas, mesmo quando estão se esforçando para manter as contas em dia. E existe uma clara e curta obrigação de pagamento – uma luz no fim do túnel, de alguma forma”, diz Becker. “Ao contrário dos financiamentos de carros e hipotecas, que têm acordos muito mais longos, e cartões de crédito, sem data final para o pagamento. Encontrar uma oportunidade de quitar um débito pode ser uma motivação poderosa para o consumidor endividado”.

Padrões no histórico de pagamento

Antes de incluir os empréstimos pessoais no estudo sobre a ordem dos pagamentos de dívidas, a TransUnion analisava os padrões de pagamentos de financiamento de veículos, cartão de crédito e hipotecas. Desde 2004, os consumidores que tinham as três modalidades priorizavam pelo pagamento dos veículos, com a hipoteca em segundo lugar, seguida pelo cartão de crédito.
“O financiamento de veículos tradicionalmente era priorizado porque a maioria das pessoas usa o carro para trabalhar, levar os filhos na escola e outras atividades”, comenta Nidhi Verma, diretor sênior de pesquisas e consultoria na unidade de Serviços Financeiros da TransUnion. “A grande maioria da população não vive em grandes cidades, com boa infraestrutura de transportes públicos. Alternativas viáveis de comprar um veículo automotivo à vista são escassas, então há a necessidade de continuar com os pagamentos financiados”.

No Brasil, as mudanças referentes ao rotativo do cartão de crédito devem impactar diretamente a hierarquização das dívidas. Se antes era possível jogar a maior parte da fatura para o próximo mês, agora as pessoas serão obrigadas a quitar ou usar outras linhas de crédito fornecidas pelos bancos.

“É esperado que o cartão de crédito ganhe maior prioridade. Os brasileiros tinham o hábito de jogar o pagamento total da fatura para o mês seguinte, mas agora terão que buscar alternativas para quitar os débitos sem correr riscos de ter restrição ao nome, por exemplo”, comenta Claudio Pasqualin, diretor de produtos e novos negócios da TransUnion.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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