Preços altos e contenção de despesas afetam intenção de compras para o Dia das Crianças

O aumento dos preços e a contenção de despesas são os principais motivos que farão com que os consumidores gastem menos com o presente do Dia das Crianças neste ano, na comparação com 2016, segundo a Pesquisa Hábitos de Consumo da Boa Vista SCPC, feita com cerca de 1.100 pessoas, em todo o Brasil, especialmente para esta data. Os que irão priorizar o pagamento de outras despesas, como contas de consumo (água, energia elétrica, internet), mensalidade escolar e plano de saúde, ocupam a terceira posição, seguidos dos que alegam o desemprego (10%) e a redução de renda (9%).

Também de acordo com a sondagem da Boa Vista SCPC, 33% disseram que gastarão a mesma quantia do ano passado e 24% menos. Os que gastarão mais representam 43%.

Cresce em aproximadamente 14% o valor médio pretendido para a compra do presente do Dia das Crianças em comparação ao ano de 2016, passando de R$ 174 para R$ 198. 88% dos consumidores pretendem comprometer menos de 25% da renda familiar com a compra do presente, 12p.p. (pontos percentuais) acima em comparação ao ano passado. 11% irão comprometer entre 25% a 50% e apenas 1% mais de 50%.

68% dos consumidores irão comprar o presente do Dia das Crianças e pagar à vista, mesmo percentual de 2016.
O dinheiro ainda será o principal meio de pagamento para quem irá pagar à vista, registrando 48% das menções. 32% dos consumidores pretendem parcelar o valor do presente para o Dia das Crianças. Deste, 91% utilizarão o cartão de crédito, 17p.p. de crescimento se comparado ao ano passado. Já carnês e boletos representam apenas 8% dos meios de pagamento que serão utilizados para efetuar as compras nesta data.

59% dos consumidores, ou seja, 8p.p. acima em relação ao ano passado, irão parcelar o valor em no máximo três vezes. Por outro lado, cai de 16% para 10% o total dos que pretendem parcelar entre sete a 12 vezes.
Tipo do presente e local da compra

40% decidirão a compra em função do preço. O desejo de quem irá ganhar aparece em 2º lugar, com 33% das menções. Necessidade ou utilidade do presente vem logo em seguida entre os fatores que serão levados em conta no momento da decisão da compra, com 24%.

Comparada ao ano anterior, cresce 5p.p. a intenção de compra por brinquedos. Ou seja, 48% dos consumidores comprarão brinquedos. Eletrônicos e itens de vestuário ocupam a segunda posição, com 21% cada, seguidos de Entretenimento (4%) e Livros, CDs e DVDs (5%).

75% dos consumidores irão concentrar as compras para o Dia das Crianças em lojas físicas contra 25% que farão a compra pela Internet. Dos que farão a compra em loja física, 41% realizarão as compras em lojas de shoppings centers, seguidos por lojas de rua/bairro com 38%. As lojas de grandes redes varejistas ou lojas de departamento tiveram uma queda entre as menções, passando de 26% em 2016, para 19% em 2017.

31% dos consumidores não irão comprar presentes por estarem endividados. Outros 23% irão priorizar o pagamento de contas da casa, o que aumentou em 9p.p. em comparação ao ano passado. O desemprego e a contenção de despesas vêm logo em seguida com 21% e 15%, respectivamente.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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