Diante da forte concorrência, salões de beleza mudam postura administrativa e passam a olhar o negócio de forma mais profissional

Em todo o Brasil existem em operação 600 mil salões de beleza.

O mundo vive em constantes mudanças, porém na última década essa transformação ficou ainda mais evidente, principalmente quando se analisa o comportamento do consumidor brasileiro. E na área de beleza, as mudanças mais acentuadas aconteceram no lançamento de produtos e na forma de venda dos serviços.

Neste sentido, os salões de beleza, que têm como seu produto principal os serviços, estão mudando sua postura administrativa, olhando para o seu negócio de forma mais profissional, enxergando o ambiente como uma empresa que tem que ser bem gerida e até mesmo utilizando algumas ferramentas de marketing.

A verdade é que este é um mercado bastante concorrido. Segundo os últimos dados divulgados pela Associação Nacional do Comércio de Artigos de Higiene Pessoal e Beleza, o Brasil conta com 600 mil salões de beleza. Já Curitiba, é considerada a Capital da Beleza, apresentando nada menos do que 10 mil salões e 40 mil profissionais.
Para se destacar diante da forte concorrência e atender a demanda de um consumidor cada vez mais exigente, é preciso ter criatividade. A segmentação, por exemplo, trouxe um novo ritmo para o mercado. De um lado, existem salões com serviços de alta classe e preços elevados; de outro, espaços que priorizam a eficiência do serviço, como esmalterias e lojas de escovação dos fios. Existem ainda ambientes onde o atendimento é realizado por diversos profissionais e a qualidade da experiência é o ponto alto.

O sucesso de um salão de beleza dependerá de alguns pontos básicos. O primeiro é criar serviços e vender produtos de acordo com o seu público alvo, respeitando o fator econômico e cultural do local onde o funciona o salão.

O segundo item básico é buscar um preço que seja acessível aos seus clientes, sem entrar em guerras de preço, e não permitir que haja queda na qualidade dos serviços e produtos utilizados, devido à concorrência local.

Por fim, o setor de beleza está acostumado a esperar o cliente. Mas, o ideal é criar uma estratégia de distribuição do serviço através da formação de parcerias, ou então acordos e programas de fidelização e até mesmo fazer agendamentos através de aplicativos.

Os empresários do setor devem estar cientes que trazer essa visão de marketing para o negócio é revolucionar, quebrar paradigmas de comportamento e visão do próprio setor.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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