Vendas de material de construção crescem 4,5%
As vendas no varejo do setor de material de construção cresceram 4,5% em maio, na comparação com igual mês de 2008. Levantamento da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), entidade que representa as 138 mil lojas de material de construção existentes no país, revelou que, com este resultado, as vendas nos cinco primeiros meses do ano, comparativamente com o mesmo peíodo de 2008, empataram em desempenho. Vale lembrar que entre janeiro e fevereiro as vendas do setor caíram 12%. O crescimento projetado para 209 é de 5%.
Segundo o estudo da entidade, nos meses de abril e maio, com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre 30 itens do setor, produtos como o cimento, tinta e cerá¢mica tiveram uma redução média nos preços de 8,5%.
De acordo com o presidente da Anamaco, Claudio Conz, diversas matérias primas tiveram forte queda em seus preços, caso típico do fio de cobre usado em iluminação e energia, cujo preço, somente neste ano, teve queda de 35%. Junho, em tese, será o último mês em que a redução de IPI estará valendo para esses materiais e haverá um movimento natural de consumidores á s lojas. A expectativa é de crescer até 8% em junho na comparação com junho de 2008.
Â
Sobre a possibilidade de o governo federal prorrogar o prazo da desoneração de IPI, Cláudio Conz, que é membro do Grupo de Acompanhamento da Crise, criado pelo governo para acompanhar os reflexos da crise econômica internacional nos setores da economia brasileira, diz que a Anamaco está tomando todas as medidas objetivando a ampliação dos prazos, visto que os efeitos do plano Minha Casa Minha Vidaâ€, só começarão a serem sentidos no próximo semestre.
Em abril, primeiro mês com redução de IPI, mesmo com apenas 16 dias úteis, os produtos desonerados tiveram aumento de vendas de 25%. Em maio, a venda desses itens cresceu 10%. Os produtos que foram beneficiados com a redução do imposto representam 15% do mix do negócio de material de construção e tiveram peso fundamental no desempenho do setor nos últimos dois meses. Prorrogar o prazo é manter este aquecimentoâ€, finaliza Conz.








