Cinco itens que fazem uma empresa ser amada pelos seus colaboradores

A atual situação econômica do país obriga a maior parte da população a batalhar para um emprego que permita ao cidadão simplesmente pagar as suas contas no final do mês. Este cenário faz com que muitos trabalhadores se sujeitem a situações desagradáveis, ou até desumanas, apenas pela necessidade, e acabam resignados a uma imagem que associa automaticamente trabalho a sofrimento.

Entretanto, a realidade pode, sim, ser diferente. Puxada pelas gigantes da Tecnologia, que nasceram como startups com propostas disruptivas no Vale do Silício, as empresas têm investido cada vez mais em equipes de Recursos Humanos (RH) e campanhas de endomarketing para criar ambientes amigáveis e saudáveis, a fim de incentivar a criatividade e a competitividade saudável. Certificações como o Great Place to Work e rankings elaborados pelo Love Mondays têm atraído os olhares das organizações e, principalmente, dos profissionais, que têm almejado cada vez mais uma vaga em algum dos melhores lugares para se trabalhar.

Confira a seguir uma lista preparada pela MundiPagg – empresa responsável por metade das transações do comércio eletrônico brasileiro, que figura entre as “30 PMEs mais amadas pelos seus colaboradores em 2017” segundo a Love Mondays – com os itens que não podem faltar em um bom ambiente organizacional:

Compartilhamento da cultura

Uma cultura que promove valores como a união, a liberdade, a autonomia, a responsabilidade e o espírito de dono é fundamental para o sucesso, e deve ser criada e transmitida desde o início, não só na teoria, mas, sobretudo, na prática. Não existe uma riqueza maior para a empresa do que contar com uma equipe que realmente abraça a cultura, absorvendo-a naturalmente. Para isso, não é necessário pregar os valores na parede, mas eles devem ser vividos no dia-a-dia, em todas as tarefas. Os colaboradores que vivenciam essa realidade fazem o dia render e trabalham focados em entregar o melhor aos clientes. A cultura deve propiciar o desenvolvimento da responsabilidade desde cedo, com o apoio dos líderes, para que o indivíduo se sinta preparado suficientemente para sugerir e tomar decisões. No final, os resultados são visíveis: quando a instituição cresce, as pessoas crescem junto.

Qualidade de vida

Em um país em que o emprego tradicional tem diminuído a cada ano, benefícios como vale-transporte, vale-refeição ou alimentação, auxílio combustível e plano de saúde ainda fazem os olhos dos trabalhadores brilharem. Entretanto, essa é uma visão limitada do que uma empresa pode de fato oferecer ao colaborador. Um dos fatores essenciais para a qualidade de vida de um funcionário hoje é ter liberdade para exercer suas tarefas da forma que desejar, no momento em que se sentir mais confortável, sem uma rotina fixa, com voz dentro de seu time e autonomia para escolher o melhor caminho. Além disso, a infraestrutura também pode ser mais confortável, com áreas de descanso e de lazer, além da disponibilização de serviços de empresas parceiras, como academias, clubes, restaurantes, cinemas, entre outros.

Hierarquia horizontal e reconhecimento

Grande parte do sucesso de uma empresa moderna é o tratamento horizontal, que permite à equipe ter liberdade para discutir e dialogar sobre as tarefas e projetos, tendo a liderança como um apoio para guiar as decisões ao invés de apenas cobrar. Para isso, o feedback constante é uma ferramenta básica que funciona como uma bússola, com o objetivo de identificar o que está evoluindo e o que não está, e corrigir a rota. Esse tipo de ambiente promove uma competitividade do colaborador com ele próprio e faz com que os destaques tenham oportunidade de crescer, com base na meritocracia. Uma consequência desse sucesso é a criação de lideranças jovens, abertas a críticas e sugestões.

Processo seletivo desafiador

Quem almeja uma vaga deve estar preparado para o que lhe espera. Independentemente da forma de captação de candidatos, seja por indicação, hunting, atração e campanhas de comunicação, o recrutamento deve contar com etapas que ofereçam desafios técnicos além das entrevistas. Quanto mais o processo for inclusivo, com a participação de diferentes líderes, melhor. A conversa deve ser franca e direta com diferentes áreas, como a de RH, gestores dos times e, principalmente, pelo responsável técnico – quando se trata de Tecnologia – como o avaliador final. Provas de lógica, teste de fit, dinâmicas e entrevistas devem ser aplicadas com alto nível de exigência. Na área de Tecnologia, por mais que as etapas tornem o processo mais lento, são fundamentais para validar o escopo técnico e o nível de conhecimento.

Confiança

Pessoas precisam acreditar no que fazem, que estão no lugar certo, que recebem os desafios sob medida. A confiança é necessária para que possam aprender e correr atrás dos objetivos, para que saibam também cair e se reerguer e, sobretudo, para que possam ser reconhecidos diante de suas conquistas. Isso deve acontecer desde o estagiário, que pode ser muito mais do que um mero ajudante. Ele pode ter responsabilidades, decisões a tomar e liberdade para criar as coisas. A inteligência deve ser estimulada por todos e para todos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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