Boa parte dos empresários confunde logística com transporte e tem dificuldade para calcular os custos logísticos

Por incrível que pareça, uma boa parte dos gestores de empresas ainda não sabe qual é o maior custo logístico, muito menos qual o ativo, produto ou valor mais importante do negócio. E tem gente que confunde logística com transporte. Na verdade, o transporte é o principal componente do custo logístico e merece atenção especial, pois além de abocanhar praticamente 70% do custo total de cada operação, seja ela aérea ou aquática, o transporte rodoviário é imprescindível na coleta ou na entrega dos produtos.

Porém, não se deve esquecer que se os 30% dos custos restantes com estoque, armazenagem, separação, entre outros, não forem bem executados no processo que antecede o carregamento, não será possível fazer um bom transporte, pois ele depende também de uma cadeia bem cadenciada. Essa execução, no nível de excelência que se precisa, depende de profissionais gabaritados, com expertise e inteligência para dar a devida atenção a esse importante elo.

O professor da área de Logística, Achiles Rodrigues, explica que muitas empresas por considerarem a logística apenas um serviço, acabam dando pouca importância. É que, em tese, a logística não causa transformação no produto final, porém, não se pode esquecer que ela está presente em todas as fases, desde a compra da matéria prima para a fabricação do produto, na movimentação, estocagem, armazenagem, manuseio e até a entrega final ao consumidor.

Outro problema enfrentado é que a demanda logística nem sempre é linear. Ou seja, em determinados períodos há uma maior concentração de pedidos, ou uma venda urgente, veículos que quebram ocasionando represamento de cargas na origem, ou ainda um cliente novo que entra no portfólio e tem que ser atendido.

Para superar todas essas situações, as empresas precisam contar com bons profissionais, que possam responder na velocidade que a operação necessita. Este profissional tem que ter habilidades específicas para garantir veículos transportadores, principalmente em determinadas épocas do mês e do ano. Tem que ser uma pessoa de confiança da empresa e, principalmente dos motoristas, e deve atuar como um verdadeiro estrategista para mesclar cargas, roteirizar circuitos, optar por uma entrega em detrimento de outra, levando em conta tempo, custo, impactos comerciais e acima de tudo saber trabalhar sob pressão.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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