5 dicas para o momento da transição em empresas familiares

Renato Grinberg aconselha a criação de um conselho administrativo.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), revelam que empresas familiares correspondem a 90% do mercado no país, representando cerca de 65% do PIB e 75% da força de trabalho. Apesar disso, o estudo aponta ainda que apenas 30 em cada 100 empresas familiares abertas e ativas sobrevivem à primeira sucessão e apenas cinco chegam à terceira geração.

O especialista em gestão e liderança, Renato Grinberg, destaca que a melhor transição de empresa familiar é aquela que não ocorre dentro da família, mas sim por meio de uma gestão profissional. Para isso, o especialista listou 5 dicas para promover a sucessão de forma correta e ter sucesso na transição de gerações. Confira:

1- Saiba a hora certa de iniciar a transição: Ela deve começar muito antes da geração anterior pensar em se aposentar. O erro mais comum de empresas familiares é “empurrar com a barriga” o ponto da transição.

2- Otimize o tempo de transição: Isso depende muito de quanto os novos gestores já estavam envolvidos no negócio. Se eles estiverem bastante envolvidos, o que seria o correto quando pensamos nessa mudança, o tempo pode e deve ser bem reduzido para 1 ou 2 meses no máximo.

3- Crie um conselho administrativo: O modelo ideal é criar um conselho administrativo em que esses “antigos gestores” poderão continuar contribuindo com as questões estratégicas, porém sem estar envolvidos na gestão do dia a dia da empresa.

4- Alinhe expectativas: Deixe explícitas as expectativas tanto em termos de responsabilidades como em termos de remuneração de maneira inequívoca.
Os maiores desafios de empresas familiares estão ligados a disputas pessoais por poder, o que às vezes acabam tornando insustentável a gestão da empresa.

5- Fique atento aos erros mais comuns: “Empurrar com a barriga” e só começar a pensar na transição quando pode ser tarde demais; Não estabelecer regras claras para a transição; Envolvimento demasiado da antiga gestão após a transição.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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