Com a compra da Dudony, Grupo Silvio Santos passa a ter 130 lojas

Mais uma empresa do Paraná acaba saindo do controle das mãos de empresários paranaenses. Desta feita é a rede Dudony, com 110 lojas que foi adquirida pelo Baú Crediário, pertencente ao Grupo Silvio Santos. A venda da Dudony foi aprovada por 75% dos 240 credores da empresa, que está em processo de recuperação judicial desde dezembro do ano passado.

Já o Grupo Silvio Santos vem se fortalecendo cada vez mais. Em menos de uma semana comprou duas empresas, pagando por elas R$ 58 milhões. Antes da Dudony o grupo adquiriu a empresa de pagamentos on-line Braspag, que tem em sua carteira clientes como Dell, Submarino e Americanas.com, Ricardo Eletro, Tok Stok e Mercado Livre, além de possuir unidades no México, Chile, Colômbia e Argentina. Com a compra da Dudony a Baú passa a ter 130 lojas.

Embora a dívida da Dudony ultrapasse a casa dos R$ 100 milhões, o Grupo Silvio Santos pagará pelas lojas R$ 33 milhões, dos quais, R$ 25 milhões serão utilizados para quitar as dívidas com os credores e R$ 8 milhões para saldar as contas administrativas. Os grandes credores tiveram que aceitar o deságio e vão receber apenas uma parte dos seus créditos.

Eu conversei com o economista e consultor de empresas, Luiz Afonso Cerqueira, e ele me disse que a venda da Dudony representa a continuidade de um processo que não tem mais volta. Ou seja, as pequenas empresas estão sendo cada vez mais pressionadas pela concorrência das grandes redes, pela perda de poder na negociação com fornecedores e pelas dificuldades na obtenção de capital de giro. Enfraquecidas, a única alternativa que sobra para as pequenas e médias empresas é a venda para grandes grupos, que têm administrações altamente profissionais.

Embora a Dudony seja a maior rede de varejo do Paraná, ela é considerada pequena quando comparada a grandes grupos nacionais.  Na semana passada, por exemplo, tivemos a notícia da venda das lojas Ponto Frio para o Grupo Pão de Açúcar.

As empresas estrangeiras estão analisando o varejo no Brasil como um bom negócio e isso pode significar a realização de muitos negócios. Nosso país ocupa hoje a 8ª posição no ranking global de oportunidade de investimento para empresas de varejo e é o primeiro do mundo em atratividade no setor de vestuário, segundo pesquisa da consultoria A.T. Kearney.

Soma

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