A gestão financeira é um dos maiores desafios enfrentados hoje pelos empresários

A gestão financeira é um dos maiores desafios enfrentados pelos empreendedores, principalmente quando estão iniciando um negócio. É muito comum confundir as finanças pessoais com as da empresa e isso leva a um descontrole que pode ser fatal. Outros erros comuns cometidos por uma boa parte dos empresários, principalmente os de pequeno porte, são a falta de planejamento, a contratação de empréstimos sem ter como pagar ou simplesmente pegar dinheiro do caixa da empresa para uso pessoal.

A primeira coisa que os empresários devem ter em mente é aquele velho ditado que diz: “cada um no seu quadrado”. Isso significa manter as finanças pessoais separadas das empresariais. Nesse sentido, deve-se definir um valor fixo a ser retirado dos lucros da empresa para ser o seu pró-labore.

Outro ponto importante é fazer corretamente o controle do fluxo de caixa. Ou seja, ter clareza sobre as entradas e saídas. Quando as coisas começarem a não bater, é hora de acender o alerta vermelho e procurar saber onde está errando para corrigir, verificando se os custos estão muito altos, se os preços estão desatualizados ou se as vendas caíram.

No caso de dívidas, elas devem ser evitadas. Fazer empréstimos é algo que precisa ser planejado e deve estar sempre alinhado a um processo de crescimento. Pagar juros só faz sentido quando a empresa vai usar o dinheiro para gerar novas receitas. Utilizar recursos de banco para cobrir o fluxo de caixa é dar um tiro no pé.

Outro grande erro cometido pelos empresários é a confusão patrimonial. Eu já vi empresários comprarem cadeira e mesas para a empresa com o próprio cartão de crédito. Outros, preferem usar o negócio como se fosse um caixa eletrônico. Isso se chama confusão patrimonial. Só que daí, chega um ponto em que ninguém sabe mais se a empresa está dando lucro ou prejuízo, se o negócio é sustentável ou se o empresário está retirando um salário razoável para si mesmo, de acordo com a lucratividade. O resultado é o descontrole financeiro e dificuldades para planejar o futuro da empresa.

Por fim, os empresários devem investir em tecnologia. Hoje até as bancas de jornal usam softwares de gestão financeira e de estoques para controlar tudo o que entra e o que sai do negócio. Esses softwares permitem que se faça um acompanhamento em tempo real da empresa, de forma automatizada. Assim, se perde menos tempo tendo que lidar com contas e se recebe informações mais rápidas, precisas e fiéis. Quem não usar tecnologia, certamente ficará atrás da concorrência.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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