Modelo atual de gestão em saúde terá que ser revisto e mercado já aponta alternativas

As empresas brasileiras vão ter que rever seu modelo de gestão em saúde muito em breve. O mercado tradicional de operadoras de saúde brasileiro tende a enfrentar um grande desafio em poucos anos. Pressionado pelo modelo de gerenciamento instituído no país, os planos possivelmente irão se tornar ineficientes e inadimplentes. De acordo com o padrão atual, o modelo privilegia o atendimento em especialistas focais, enquanto que o ideal seria o atendimento por médicos generalistas com o conceito da medicina de família, a exemplo do que já vem fazendo o SUS e algumas operadoras de planos individuais.

Mas se esta revolução já chegou à saúde pública por meio dos Sistema Único de Saúde e a uma parte do mercado privado, no segmento empresarial o movimento ainda é tímido com relação ao volume de segurados. De acordo com a pesquisa da Agência Nacional de Saúde (ANS), realizada em janeiro de 2018, atualmente o país conta com um total de cerca de 47,4 milhões de beneficiários conveniados aos planos de saúde. Deste total, 31,66 milhões são beneficiários de planos empresariais. Inclusive vale destacar o crescimento desta base, que em janeiro de 2017 era de 31,33 milhões de usuários.

Para se ter uma ideia da extensão do problema, segundo dados da Federação Nacional da Saúde Suplementar (FenaSaúde), a evolução das despesas com saúde não acompanha a capacidade de pagamento da população. Se comparada com a inflação, a variação desses gastos vem aumentando continuamente nos últimos anos. Entre 2008 e 2016, o IPCA variou 65,2% contra custos na ordem de 142,8% – medido pelas despesas assistenciais per capita médico-hospitalares. Nesse período, o reajuste autorizado pela ANS foi de 104,2%. Este passivo não encontra um ponto de equilíbrio e para as empresas contratantes de planos de saúde isto é uma preocupação extra, uma vez que, na maioria delas, o plano de saúde de seus funcionários representa a segunda maior despesa com pessoal, perdendo apenas para a folha de pagamento.

De acordo com especialistas deste mercado, a empresa brasileira tem uma taxa de sinistralidade muito elevada, o que dificulta a administração deste passivo. A sinistralidade trata-se de um indicador financeiro que reflete a relação entre os sinistros pagos e o valor do prêmio. Em outras palavras, é um indicador que prova se o contrato ainda está compensando financeiramente para as partes. Ou seja: se o valor pago como mensalidade é justo e mantém a relação contratual financeiramente equilibrada, considerando os sinistros pagos. “Atualmente a taxa média deste indicativo nas empresas do país gira em torno de 70%, o que gera um reajuste mínimo de 15% no valor da mensalidade”, afirma Alexandre Berger, CEO do Imtep.

Líder de mercado no segmento de saúde empresarial no país, o Imtep fez um estudo detalhado sobre a viabilidade de implantação de um sistema similar ao conceito da medicina de família nas empresas. “As vantagens são inúmeras, a começar pelo bem-estar do trabalhador que se sentirá mais acolhido pelo médico que já conhece seu histórico de saúde”, reitera Berger.

Mas os benefícios vão muito além da satisfação do funcionário. Para se ter uma ideia, segundo projeções do Imtep, a implantação desta eficaz ferramenta de gestão de saúde empresarial tende a aumentar, significativamente, a produtividade do colaborador ao longo do tempo. Além disto, a redução de custos e o ganho financeiro para a empresa são expressivos. “Estamos nos antecipando ao mercado e apostamos que esta é alternativa ideal para o desafio da evolução das despesas de saúde nas empresas”, garante Berger.

Programa

Atuando há 25 anos no mercado corporativo com gestão de saúde, o Imtep disponibiliza uma eficiente metodologia neste segmento, cujos resultados asseguram economia e aumento de produtividade nas empresas. Denominado Núcleo de Atenção Primária (NAP), o programa consiste em uma abordagem estruturada e organizada dos serviços de tratamento de saúde, no qual se prioriza a prevenção das doenças por meio de orientação, acompanhamento sistêmico, diagnóstico precoce, entre outros. “Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), cerca de 85% dos problemas de saúde poderiam ser resolvidos por meio de um programa de atenção primária. “Baseados neste índice e em dados comprovados por outras pesquisas do mercado, propomos às empresas a implantação do conceito da medicina de família através dos atributos da atenção primária por meio da capacitação das equipes de saúde das empresas”, afirma Aline Pasiani, médica responsável pela metodologia científica do projeto.

Por meio deste sistema de saúde centrado no colaborador, o ambulatório passa a coordenar o cuidado de cada indivíduo, dando prioridade ao vínculo e ao acolhimento, somente encaminhando aos médicos especialistas quando necessário. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), corporações que possuem programas internos de gestão de saúde reduzem em até 30% as despesas com tratamentos médicos e absenteísmo. Porém, para funcionar plenamente, o Núcleo de Atenção Primária (NAP) exige um planejamento estratégico devidamente estruturado e que respeite algumas etapas fundamentais para o êxito do projeto. Algumas delas consistem em implantação de protocolos estruturados, capacitação das equipes multidisciplinares, estudo de saúde da população de colaboradores, software para suporte tecnológico para integração de dados de saúde, entre outras.

De acordo com Aline Pasiani, os benefícios para os funcionários e para empresa são expressivos “Para se ter uma ideia, dados da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, apontam que este tipo de sistema similar pode trazer um índice de resolutividade de até 90%. Além disto, segundo pesquisas do mercado, também é possível uma redução de até 29% nas internações, 51% nas consultas de urgência, 27% na redução anual de exames e 12,5% o custo per capita de exame”, enfatiza Aline.

Imtep

Com forte presença no mercado brasileiro de gestão de saúde empresarial, o Imtep se caracteriza pela expertise em sua área de atuação e pela sua solidez financeira. Atualmente, atua em 19 estados e 71 municípios. Com a sede matriz instalada em Curitiba, conta com cinco unidades próprias de atendimento de saúde e administrativo, além de escritórios em São Paulo e Rio de janeiro.

No momento, o Imtep conta com 1.600 colaboradores, carteira de 1.500 empresas clientes, gestão da saúde de aproximadamente 500 mil vidas, 200 ambulatórios médicos gerenciados, rede de 1000 clínicas credenciadas em todo o Brasil, portfólio com mais de 50 cursos e palestras disponíveis e 28 mil pessoas treinadas na área de atendimento à saúde. A previsão de crescimento da empresa em 2018 é de 36% em relação ao ano de 2017. E o faturamento está estimado em R$ 168 milhões.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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