Confiança de Serviços recua ao menor nível desde setembro de 2017

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) caiu 2,1 pontos em junho e atingiu 86,7 pontos, menor nível desde setembro de 2017, após quatro meses de quedas consecutivas. Em médias móveis trimestrais, o índice segue a mesma tendência negativa, com diminuição de 1,6 ponto.

“A confiança do setor de serviços manteve, em junho, a trajetória de queda iniciada em março, influenciada pela continuidade do movimento de calibragem das expectativas, sobretudo em relação ao ambiente de negócios, e pela deterioração da percepção sobre a situação corrente. A greve dos caminhoneiros, em maio, desorganizou de modo significativo vários segmentos da economia, e contribuiu ampliando assim os efeitos negativos sobre a confiança relacionados à incerteza política. O cenário é de uma recuperação bastante discreta no nível de atividade para os próximos meses”,  analisa Silvio Sales, consultor da FGV IBRE.

Houve queda da confiança em 10 das 13 principais atividades pesquisadas. O Índice de Expectativas (IE-S) caiu 2,7 pontos, para 88,7 pontos, menor nível desde julho de 2017 (88,0 pontos), e o Índice da Situação Atual (ISA-S) recuou 1,5 ponto, para 85,1 pontos, mesmo patamar de dezembro de 2017.

Dentre os quesitos que compõem o IE-S em junho, o que mais contribui para sua queda foi o que mede a Tendência dos negócios nos próximos seis meses, que recuou 4,2 pontos, para 87,1 pontos, acumulando perda de 14,0 pontos nos últimos quatro meses. A maior pressão negativa sobre o ISA-S vem do indicador de situação atual dos negócios, que caiu 2,0 pontos no mês, para 85,4 pontos, menor nível desde dezembro de 2017 (84,4 pontos).

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) do setor de Serviços reduziu 1,0 ponto percentual (p.p.) em junho, para 81,1%, o menor nível da série histórica.

Pessimismo atinge o ímpeto de contratações

Outro sinalizador da evolução desfavorável do setor de serviços é o indicador de emprego previsto para os próximos três meses, que não faz parte do índice de confiança. A correlação entre este indicador e o de situação atual dos negócios é uma das maiores entre os indicadores da Sondagem de Serviços, apesar de abordarem horizontes de tempo diferentes.

Desde meados do ano passado, ambos os indicadores seguiam uma tendência de recuperação, com o de emprego previsto em nível mais alto. Contudo, nos últimos meses, entraram em clara trajetória de queda, atingindo o mesmo patamar em junho, com uma redução mais acentuada do indicador de emprego. Essa combinação sugere que a insatisfação dos empresários do setor em relação ao atual cenário do país já traz reflexos no ímpeto de contratações para os próximos meses

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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