Sete em cada dez voos de táxi aéreo executivo são feitos por companhias piratas

A Helimarte, empresa táxi aéreo há 19 anos no mercado, apesar de já contabilizar mais de 50 mil voos e 90 mil horas voadas no total, tem aumentado fortemente a atuação em Serviços Aéreos Especiais (SAE) como transporte de cargas, resgates ou vistorias – por causa da queda na procura por voos executivos. A diminuição do táxi executivo – transporte de passageiros fretados – é preocupante já que é resultado do aumento do táxi aéreo clandestino ou pirata – denominado “TACA” pela Associação Brasileira de Táxi Aéreo.

O TACA é a utilização de aeronaves particulares para venda de voos fretados. “Por não passarem pelas diversas homologações e revisões exigidas pela ANAC, as aeronaves conseguem operar com preços muito abaixo das companhias homologadas como Táxi Aéreo, como a Helimarte”, diz Rafael Dyllis, diretor comercial da empresa.

A segurança dos passageiros é o maior risco do TACA. Pelas aeronaves não passarem por todas as revisões exigidas para serviços de Táxi Aéreo, ocorrem acidentes por todo o país. Enquanto a Helimarte “briga” ao lado da ABTAER para aumentar a fiscalização e punição das empresas piratas, a empresa cresce na área de SAE (Serviços Aéreos Especiais), tendo conquistado todas as homologações para todos os tipos de serviços possíveis para helicópteros:

– Combate a incêndio (quando a aeronave carrega água em tanques ao lado de fora para jogar em cima de queimadas);

– Vistorias territoriais (quando órgãos do governo ou particulares precisam mapear regiões)

– Fotografias aéreas para mapeamento (quando a aeronave faz imagens com equipamento especial)

– Serviços médicos (quando a aeronave se transforma em ambulância para transporte de pacientes)

– Transporte de cargas internamente ou externamente (quando a aeronave leva cargas pelo lado de fora de até 4 toneladas; ou dentro com até 400kg).

“Os serviços especiais cresceram 70% nos últimos 3 anos, enquanto o táxi executivo perdeu espaço. Enquanto não conscientizarmos passageiros executivos quanto ao TACA e seus perigos, a concorrência continuará desleal”, diz Rafael.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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